Não me parece que o cenário de eleições antecipadas tenha qualquer espécie de viabilidade, e a prioridade deve ser dada à estabilidade política por pelo menos mais um ano.
"A saída única que existia era a saída, por sua iniciativa, do primeiro-ministro. Saudamos esta tomada de decisão e apelamos naturalmente ao senhor presidente da República que inicie os procedimentos necessários para a realização das necessárias eleições antecipadas", frisou André Ventura.
O que faz a diferença é aquilo que se faz com a estabilidade. Serve para fazer reformas, dar previsibilidade a quem investe e delinear uma estratégia nacional?
Não interessa neste momento se o PSD ou a IL vão em coligação ou não. O que interessa agora é propor aos portugueses rapidamente uma ideia estratégica, socialmente consensual, realista, que represente um grande avanço.
Muitas das dificuldades da actual conjuntura foram criadas pelos governos socialistas, pelo que não são aceitáveis resultados tão fracos das oposições nas sondagens.