Não me parece que o cenário de eleições antecipadas tenha qualquer espécie de viabilidade, e a prioridade deve ser dada à estabilidade política por pelo menos mais um ano.
O próximo líder socialista - a não ser que haja uma surpresa de última hora - não gosta de trabalhar em ambientes tensos e não está disponível para radicalismos, que considera desnecessários.
PCP vai usar "todos os meios legais" contra a RTP por entender que a entrevista conduzida por José Rodrigues dos Santos foi uma "provocação". Socialista Eurico Brilhante Dias e bloquista Fabian Figueiredo saem em defesa do líder comunista.
Uma das razões para termos chegado aqui é a opção do Presidente da República de ter alterado a natureza da eleição parlamentar, defendendo que se trata da eleição do primeiro-ministro.
Para compreender o lamaçal em que estamos atolados, importa ter consciência de alguns vícios que têm impregnado os partidos do 'centrão' e a mentalidade dos portugueses.
Agências consideram que o próximo Governo vai ter que ter em atenção a trajetória orçamental, para não haver derrapagens. Alertam para atrasos na execução do PRR e que o país vai estar sob pressão para aumentar gastos com defesa nos próximos tempos.
Partidos querem ir depressa a votos para que país possa sair do impasse em que se encontra depois da queda do Governo. Na ressaca do braço de ferro do debate que consumou o chumbo da moção de confiança, PSD e PS definiram já o tom da campanha, com os socialistas a deixar um lembrete a Luís Montenegro quanto a cenários futuros de governabilidade.
À saída do Palácio de Belém, Pedro Nuno Santos respondeu ao primeiro-ministro lembrando-o que "aquilo que o Governo tem apresentado de bom é aquilo que já era bom no país há um ano". Sobre governabilidade, líder socialista exige do PSD "nada mais" do que as condições que o PS deu à AD desde março do ano passado.
Moção de confiança ao Governo foi rejeitada e, um ano e um dia após a vitória da Aliança Democrática (AD), o executivo chefiado por Luís Montenegro cai. Presidente da República ouve todos os partidos com assento parlamentar esta quarta-feira. Conselho de Estado está marcado para quinta-feira.
PSD tenta vedar o caminho a lutas internas e aposta tudo em Luís Montenegro como candidato a primeiro-ministro nas mais do que certas eleições antecipadas de maio.
Líderes do PSD, PS, PAN, e Chega já mostraram disponibilidade em serem os candidatos. Iniciativa Liberal terá mudança no candidato. JPP e CDS-PP ainda não tomaram decisão.
O fraco desempenho por parte da maior economia da UE e a chegada de um número elevado de refugiados e imigrantes, juntamente com o cansaço resultante do prolongado e oneroso apoio militar à Ucrânia, ajudam a explicar o crescimento do populismo.
Nesta altura, Miguel Albuquerque é uma ilha, rodeado por casos judiciais por todos os lados e deslocado na relação com uma oposição que se tornou maioritária.
"A nossa legislação orçamental diz muito claramente aquilo que se deve fazer se o Orçamento não for aprovado. Parece-me que é muito provável que venha a ser aprovado, mas não há nenhum drama se não for aprovado", explicou, assumindo que "é importante" aprovar o OE neste momento.
O Presidente da República não quis comentar o artigo de Cavaco Silva desta sexta-feira no "Expresso" mas recordou ao seu antecessor que os dados económicos são otimistas e que o país já não está na mesma situação em 1985.
A possibilidade de a extrema-direita ou a extrema-esquerda assumirem o poder em França tem preocupado os mercados, preocupações essas que o líder da Euronext, Stéphane Boujnah, considera precipitadas.
Os tempos mudaram. O bipartidarismo deu lugar a uma outra coisa. E nessa outra coisa serão inevitáveis alianças. Que alianças é a única pergunta que conta.
Uma reportagem do jornal britânico “The Guardian” esteve em Mouçós, Vila Real, a acompanhar as danças do presidente do Chega – as de salão e as políticas.
Votar é sempre e imediatamente escolher que futuro queremos, e só de forma mais distante é reconhecer o realizado no passado, por mais próximo que esteja.