A Parpública já entregou ao Governo a hierarquia das propostas para a compra de 71,73% da Efacec, mas o Ministério das Finanças pediu esclarecimentos adicionais aos interessados e por isso adiou uma semana a escolha do vencedor.
Investimento na Efacec tem de dar rentabilidade de mais de 15% para não ser considerada ajuda de Estado. A propostas vinculativa para a compra de 71,73% da Efacec apresentada pelo fundo Mutares propõe um retorno acima dos 14% a 15% para a estatal Parpública. A empresa alemã diz que não há prazo para vender a Efacec.
Este novo projeto "reforça a posição da Efacec em França, onde conta com mais de 100 milhões de euros em contratos celebrados, nos últimos dois anos, pela área de transformadores com as várias utilities do mercado francês", avança a empresa.
A Statkraft, uma empresa estatal da Noruega do setor de energia, selecionou a Efacec para fornecer um transformador de potência de 200MVA 132/30 kV, integrado nas quatro centrais fotovoltaicas instaladas em Cádis.
A Efacec tem desenvolvido diversos projetos ao longo dos últimos 20 anos na área aeroespacial, sendo a sua participação na missão JUICE uma das mais relevantes. "Contribuiu ainda para outras três missões/ satélites: a ISS - International Space Station (EuTEMP), a Alphasat: TDP8 (CTTB e MFS) e a Bepicolombo (BERM)", lê-se no comunicado.
Em comunicado sobre a reprivatização de 71,73% da Efacec Power Solutions, a Parpública diz que recebeu, no prazo estabelecido, propostas vinculativas melhoradas por parte da Mutares, Oaktree, Oxy Capital e Agrupamento Visabeira-Sodecia. De fora ficou a Mota-Engil.
Os candidatos à compra da Efacec tinham até às 17 horas desta segunda-feira para entregar as suas Best and Final Offers (Bafo), mas a Parpública prorrogou o prazo 24 horas. O Jornal Económico conseguiu apurar que o fundo Mutares e a Oxy Capital avançam com propostas para a compra dos 71,73% da Efacec Power Solution.
Os candidatos têm de apresentar a melhor proposta para a reprivatização da Efacec até ao fim do dia de hoje. Com a Mota-Engil a desistir da corrida, restam quatro candidatos.
Transferências da Parpública estão a assegurar atividade da empresa nacionalizada, pagando salários, dívida à banca, impostos e penalizações por incumprimento em contratos dos projetos ganhos.
Há propostas para injetar dinheiro na Efacec de imediato e com exigências de garantias “aceitáveis”, avançou Costa Silva que revelou ainda que há propostas que incluem mecanismos de recuperação futura do investimento que foi feito pelo Estado. Mecanismos estão condicionados à performance futura da companhia.
O processo de venda do Novo Banco, da TAP e da Efacec seriam bons exemplos para que o Estado não interviesse na economia como ator, como empresário e como empregador.