O Jornal Económico apurou que as discussões com os bancos estão a avançar de forma muito positiva, e que há uma predisposição à partida para apoiar o negócio daqui para frente, nomeadamente com operações de trade finance e de emissões de dívida da empresa.
A Mutares e a Parpública continuam muito empenhadas em cumprir as obrigações decorrentes do SPA (Shares Purchase Agreement) e chegar ao closing, revela fonte.
O anúncio diz que a Mutares SE & Co. KGaA, casa-mãe da Mutares Ibéria, e entidades relacionadas notificam da aquisição do controlo exclusivo da Efacec e entidades relacionadas.
A Mutares propõe injectar 15 milhões de euros na Efacec. O acordo com a banca fica condicionado ao resultado da Assembleia de Obrigacionistas de 7 de agosto.
Associação de investidores critica o corte de 50% na dívida e apela aos obrigacionistas a rejeitarem a proposta na assembleia a 7 de agosto. E também critica os 15 milhões que o fundo pretende injetar na empresa, o "que é manifestamente insuficiente para a viabilizar"
O titular da pasta da Economia disse que já falou com os responsáveis da Mutares sobre os ativos disponíveis, acrescentando que sentiu “um grande alinhamento” no que diz respeito à importância dada à transição energética, a voltar a atrair talento, e a preservar a capacidade tecnológica da empresa.
A DGComp terá dado sinais de que não se irá opor à compra da Efacec pelos alemães da Mutares, o que significa que a proposta “passou no teste de mercado”, sabe o Jornal Económico. Mas ‘haircut’ dos obrigacionistas é tema sensível.
As negociações entre os alemães da Mutares e os credores financeiros da Efacec estão a ser lideradas pela Parpública. A banca está receptiva às condições da Mutares e que passam por um haircut da dívida.
Na entrevista à RTP3, o ministro da Economia revelou ainda que a massa salarial declarada em 2022 atingiu os 58,2 mil milhões de euros, mais 11% que em 2019. Costa Silva deu também números do investimento empresarial privado: em 2022, este valor chegou aos 32 mil milhões.
O secretário de Estado da Economia espera que a empresa atinja “indicadores de rentabilidade económica positivos”, de forma a que possa ser vendida em troca de um "valor interessante".
“O Estado espera recuperar grande parte, senão a totalidade, do investimento que fez na Efacec”, disse o ministro, Ora o horizonte da recuperação coincide com prazo do investimento.
O PSD vai pedir o agendamento para quarta-feira de um debate parlamentar de urgência sobre a privatização da Efacec, por considerar que o Governo agiu com opacidade e que o ministro da Economia deixou várias perguntas por responder.
A carteira da Mutares é actualmente constituída por mais de 30 empresas com receitas anuais consolidadas superiores a quatro mil milhões de euros. Entre elas estão a Frigoscandia; o ISH Group; a Arriva e a Palmia.
Cerca de três anos depois da nacionalização, e 250 milhões gastos com a empresa, Efacec ainda aguarda decisão sobre reprivatização. O Governo está a conduzir bem este processo? Conheça dois pontos de vista sobre este tema.
Inicialmente prevista para o último conselho de ministros de maio, a decisão sobre a venda da Efacec resvalou mais uma semana.Fundo Mutares é o eleito da Parpública e mantém-se na “pole-position”.
Apesar de o Governo ter feito tudo para que fosse o consórcio Visabeira-Sodecia a ganhar a corrida por ser um grupo industrial, a escolha deverá mesmo recair sobre um fundo de private equity, que no caso dos alemães da Mutares tem a vantagem de ter já participações em empresas industrais e sinergias com a Efacec.