“A Mutares concluiu com sucesso a aquisição da Efacec ao Estado português, como parte do processo de reprivatização iniciado no final de 2022”, indicou, em comunicado.
Na nota, divulgada hoje depois da reunião, o executivo anunciou que “foi aprovada a resolução que aprova a minuta de instrumento jurídico e demais condições relativas à conclusão do processo de reprivatização da Efacec Power Solutions, SGPS, S.A.”.
A Efacec foi escolhida pela Galp, promotora do projeto solar fotovoltaico de Alcoutim, para a conceção e construção da Subestação do Viçoso de 150/30 kV, que tem uma capacidade de injeção até 150MVA na rede elétrica nacional, provenientes das Centrais Fotovoltaicas do Viçoso, São Marcos, Pereiro e Albercas.
Depois da aprovação do ‘haircut’ de 10% da dívida de 58 milhões dos obrigacionistas, é a vez da banca se chegar à frente com um ‘haircut’ de 80% da dívida antiga sem garantias de 41 milhões mais 10% da parte não garantida das linhas “Covid”.
A Assembleia Geral de Obrigacionistas da Efacec que discutiu a proposta para o corte no valor dos títulos detidos pelos acionistas de 10%, menos do que os 50% inicialmente previstos, acabou e a proposta foi aprovada, apurou o Jornal Económico.
Este haircut da dívida da Efacec é condição sine qua non para a Mutares SE & CO. KGaA concluir a aquisição de 71,73% da empresa. Pelo que hoje decide-se o futuro da Efacec.
O novo contrato ultrapassa as dezenas de milhões de euros, será executado no âmbito de um contrato programa plurianual, com duração prevista até 2028, e surge na sequência de uma estreita relação comercial de mais de 10 anos com a RTE, revela a empresa.
Os deputados da Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação aprovaram hoje a audição do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, sobre o processo de reprivatização da Efacec.
O fornecimento ao único agente de transmissão e operador (TSO) do sistema elétrico espanhol será efetuado nos próximos dois anos ao abrigo de contratos estabelecidos no último semestre com a Red Eléctrica.
Os deputados do Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal requerem que a Comissão Parlamentar de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação promova a audição do Ministro da Economia e do Mar e do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços.
O acordo, revelou uma fonte ao Jornal Económico, situa-se entre os 10% e os 20% de haircut do empréstimo obrigacionista de 58 milhões a cinco anos que foi emitido em 2019 com uma taxa fixa de 4,5%. Este haircut fica muito abaixo da proposta inicial de 50%.
O pedido de cancelamento realizado pela Efacec resulta do facto de ter sido alcançado um acordo com uma maioria significativa dos Obrigacionistas. Em causa está um acordo que passa por um haircut inferior a 50%.
O segundo semestre vai ser agitado nos negócios. Desde logo porque duas das operações mais mediáticas terão evoluções importantes. A Efacec verá decidido o seu futuro e a TAP iniciará a privatização. O sector dos media também poderá ser protagonista de fusões e aquisições.
Esta cedência da banca traduz-se numa evolução face à posição inicial em que se recusavam a ter um haircut superior ao dos obrigacionistas e resulta das negociações que têm decorrido com a Parpública e com a sociedade gestora de private equity, Mutares.
A Autoridade da Concorrência tomou uma decisão de "inaplicabilidade na operação de concentração", que tinha sido notificada no passado dia 17 de julho, de compra da Efacec pelos alemães da Mutares.
"No valor de 3,35 milhões de euros, a nova empreitada de conceção e construção vem reforçar a capacidade e eficiência do serviço de transporte ferroviário através da melhoria dos níveis de disponibilidade e da redução dos tempos de percurso", refere a empresa liderada por Ângelo Ramalho.