Com a subida das taxas de juro e a redução dos 'spreads', pode ser particularmente útil para as famílias portuguesas que contraíram crédito à habitação reverem as condições do contrato e olharem para as possíveis mudanças, de forma a avaliar a possibilidade de mudar para condições que se adaptem melhor às suas necessidades.
Somos um país de pobres e isso é um verdadeiro constrangimento, que se propaga a várias dimensões da vida dos indivíduos, de que a habitação é apenas um exemplo.
O programa em debate tem como pontos centrais aumentar a oferta, simplificar o licenciamento, aumentar o arrendamento, proteger as famílias e combater a especulação.
"Tendo em conta as limitações existentes na cobrança de comissões durante a vigência dos contratos de crédito e aquando da cessação dos mesmos, foram analisadas as comissões iniciais associadas a estes contratos de crédito em 2019, 2020 e 2021", é detalhado no relatório feito a pedido da Assembleia da República, que debate uma nova vaga de regulação.
O suposto caminho seria que cada geração tivesse uma vida mais confortável do que a anterior, cada uma com os seus próprios obstáculos a combater. Se por um lado é verdade, por outro observamos um retrocesso, nomeadamente, no ato de procurar casa para viver e poder constituir família.
Houve progressos ao nível da literacia financeira, mas espera-se acção, numa altura em que o OE2023 deve olhar não só para a redistribuição dos rendimentos, mas principalmente à forma cega com que, por vezes, cobra impostos.
Durante a pandemia, governos e cidadãos tomaram o gosto pela intervenção estatal. Se há uma oportunidade, o Estado interfere. Se houver receios, o cidadão dependente ressaca.