Num tempo em que quase tudo se tornou reativo, criar um intervalo entre o que acontece e a resposta que damos é uma das práticas mais salutares. Um não fazer que faz muito.
Seja numa agência física ou à distância, a atuação do gestor bancário distingue-se pela disponibilidade, conhecimento técnico, atenção ao detalhe, capacidade de escuta e uma visão integrada da situação de cada cliente.
Com a utilização massiva e acrítica de ferramentas de IA generativa estamos a externalizar partes críticas do processo cognitivo. Síntese, estruturação, formulação de ideias. E se no curto prazo isto é eficiência, no médio prazo conduz a uma erosão de conhecimento.
A afirmação do título não é dita de ânimo leve. É uma forte convicção de José Teixeira, presidente do DST Group, sediado em Braga, que imaginou o Muzeu. Um espaço aberto ao pensamento, à arte contemporânea e a todos os realistas e utópicos.
Uma escola deixa de ser verdadeiramente universitária quando deixa de investigar e treinar, de forma repetida, o método científico. E aquilo que se investiga acaba inevitavelmente por moldar o que, e como, se ensina.
A economia de Macau encontra-se entre o dilema da diversificação e a necessidade de se afirmar no contexto da Grande Baía, pelo que a convergência entre empresários portugueses e macaenses poderia ser do maior interesse para ambos.
Como é que a IA muda aquilo que podemos prometer que é conhecimento de base para todos os nossos alunos, definindo assim o que eles sabem ou não pensar e, por consequência, fazer?
O verdadeiro desafio das empresas já não é apenas competir, é compreender, antecipar e adaptar-se. O maior risco não é a concorrência. É ficar para trás.
A ciência nasceu da inquietação humana, não de métricas. Se quisermos que continue a ser uma força de progresso, precisamos de libertá‑la da camisa‑de‑força da quantificação absurda que hoje a aprisiona.
As ameaças cibernéticas vão continuar a aumentar e as empresas têm de se adaptar. Parcerias, identificação de ativos críticos são caminhos obrigatórios, mas, primeiro, têm de investir na literacia.
A inteligência artificial parece um maratonista de fundo. Treina, resiste e tem ambição. Mas por mais que a ‘máquina’ aprenda, ainda não esgrime palavras ao nível de um tradutor experiente. Falta-lhe sensibilidade para captar as subtilezas da língua literária. Palavra de tradutor.
Portugal precisa de um ensino superior mais ousado, mais livre e mais próximo das pessoas. Um ensino que não se limite a replicar modelos do passado, mas que se afirme como espaço de criação, experimentação e impacto.
Ao deixarem de estar limitados pelo conhecimento humano existente, os sistemas de inteligência artificial dotados de agência e capacidade de aprendizagem contínua poderão formular hipóteses, testá-las contra dados experimentais, formular novas teorias e descobrir/produzir conhecimento verdadeiramente novo.
Nova SBE Data Science Knowledge Center dá lugar a Nova SBE Data, Operations and Technology. Lénia Mestrinho, diretora executiva, explica ao JE que o "rebrandig" promove colaborações interdisciplinares e sinaliza a abertura a diversas tecnologias. Alargar o alcance do impacto do centro é um objetivo, adianta.
Quem não visita a Web Summit tem dificuldade em perceber a dinâmica, por não ser uma simples feira, mas antes um espaço onde 16 palcos partilham conhecimento.
A existência das Big Tech, essencialmente do outro lado do Atlântico, evidenciam a inexistência das condições necessárias ao sucesso desse tipo de modelos de negócio no espaço geopolítico da UE.
Mencionamos muitas vezes a preocupação com a desinformação, e a necessidade de construir bases sólidas para a formação de conhecimento. Mas raramente se chama a atenção para a importância da capacidade de se saber interpretar adequadamente.
Joana Farrajota, coordenadora do NOVA Financial Markets, diz ao JE que o novo centro de conhecimento da Faculdade tem como prioridade promover a literacia financeira e aproximar a sociedade portuguesa, em geral, dos mercados financeiros. “A literacia financeira tem um impacto positivo sobre a economia como um todo, contribuindo para a estabilidade dos mercados”, afirma.
Este relato de uma exploração nos confins da Sibéria e da China é, também, e acima de tudo, uma ode à amizade, à partilha de conhecimento, à confiança mútua. Inspirador e intemporal.