“É tempo de parar a guerra contra a Ucrânia. Não é o momento de escalar e alargar esta atitude de agressão aos outros”, disse António Costa, no Luxemburgo.
A insistência em estruturas paralelas entronca com a falta de escrutínio do processo de decisão pública em Portugal e a inexplicável persistência do legislador em evitar que a atividade de lóbi seja reconhecida, enquadrada e regulamentada.
Antes do aeroporto, há outro domínio onde é demasiado urgente o Governo atuar e, desejavelmente, obter consensos, pelo menos com o PSD. Trata-se da execução do Plano de Recuperação e Resiliência.
O pedido de desculpas de Pedro Nuno Santos, gesto à Egas Moniz, tem pouco de nobre. Mais. É preocupante, porque não sabemos o estado da sua coluna vertebral.
O Governo enfrenta uma profunda crise política volvidos apenas três meses sobre as eleições. Tem maioria absoluta, mas só por inabilidade, ou por uma benesse do atual Presidente da República, chegará ao fim intacto.
O domador achava que era leão e o engolidor de fogo vestia-se de trapezista – determinado a não adiar a concretização de uma solução fundamental para o país e o trapezista de Belém vestia-se de engolidor de fogo.
Apesar de estabilizar face ao PIB, a dívida voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano, atingindo o segundo maior valor de sempre relativamente ao PIB, segundo dados do Banco de Portugal, 276 mil milhões de euros.
Teria sido importante falar mais na oposição, nomeadamente na existência de um problema real que é a instabilidade que reina no espectro da direita moderada, que tem que ser resolvido a bem da existência de blocos políticos alternativos credíveis.
O Governo julga que a CGD é a sua caixa-forte. Ali pode nadar em dinheiro e abundância. Não vai ao fundo, mesmo que o país esteja a naufragar como um moderno Titanic.
Com este discurso, Marcelo Rebelo de Sousa, criador de factos políticos, avisou que terá, sempre, uma palavra a dizer, e exercerá o seu magistério de influência.