“É tempo de parar a guerra contra a Ucrânia. Não é o momento de escalar e alargar esta atitude de agressão aos outros”, disse António Costa, no Luxemburgo.
“Este outono será decisivo para a UE. Estaremos a trabalhar para uma das decisões mais importantes deste ciclo político, a aprovação do orçamento europeu para o período 2028-2037”, declarou António Costa, em conferência de imprensa em Bratislava
O encontro do Conselho Europeu debatia assuntos da maior importância, nomeadamente o orçamento para 2028-34, mas o tema da Ucrânia parece ser o único que importa. As diferenças em relação a Gaza são um caso sério na área da oftalmologia política. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Numa agenda recheada de temas internacionais, houve ainda tempo para apelar a que o Quadro Financeiro Plurianual seja debatido com tempo, para que os instrumentos de desenvolvimento económico cheguem aos Estados-membros quanto antes.
Durante dois dias, António Costa é o anfitrião de uma cimeira que tem a competitividade, o orçamento de longo prazo, a Ucrânia, a situação no Médio Oriente e a imigração na agenda.
"Saúdo o fim desta guerra dispendiosa e o restabelecimento total da liberdade de navegação no estreito de Ormuz", declarou António Costa, numa publicação na rede social X, poucas horas após o anúncio de um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente, que inclui o Líbano e tem uma cerimónia de assinatura agendada para sexta-feira, em Genebra.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, António Costa refere que falou hoje ao telefone com o príncipe herdeiro do Kuwait, Sabah Khalid Al Hamad Al-Sabah, a quem manifestou “a total solidariedade da Europa após os recentes ataques do Irão e dos seus grupos aliados [‘proxies’]”.
Alargamento: haverá por certo algum altruísmo democrático no alargamento, mas o caos geopolítico que se vive atualmente no globo aconselha a que, por razões de defesa e segurança, o bloco ganhe dimensão.
O presidente do Conselho Europeu considera que a independência energética é fundamental no quadro mais alargado da segurança da União Europeia. A NATO também faz parte desse quadro, mas compreende-se mal qual é o papel que a União lhe vai destinando.
O presidente francês, Emmanuel Macron, em visita à Grécia para renovar um acordo bilateral de defesa estratégica, descreveu a cláusula como "mais forte" do que o artigo 5.º, a cláusula de defesa colectiva da NATO,
Presidente do Conselho Europeu voltou a criticar a estratégia norte-americana e garantiu que as instituições europeias estão a fazer o seu trabalho, nomeadamente ao estabelecer conversações com o Irão.
Entre os assuntos que merecem palavras duras e os assuntos que deviam merecer palavras duras, a União Europeia, igual a si própria, portou-se com a cobardia que carateriza a sua ação diplomática. Mas nem todos os Estados-membros o fizeram.
Trump anunciou que o Estreito de Ormuz já estava transitável, mas o Irão não é da mesma opinião. Resultado: só muito poucos navios arriscam a travessia. Entretanto, a paz não chegou ao Líbano nem aos países do Golfo Pérsico – mas, mesmo assim, as reações de von der Leyen e de António Costa, entre outros, foram de regozijo e esperança.
“Acolho com satisfação o anúncio, por parte dos Estados Unidos e do Irão, de um cessar-fogo de duas semanas. Exorto todas as partes a respeitarem os seus termos, a fim de alcançar uma paz sustentável na região”, escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.
A justificação apresentada por Miranda Sarmento na Assembleia da República surge depois de, em 27 de março, o primeiro-ministro ter afirmado que “não está em cima da mesa nenhuma intervenção ao nível do IVA”, nem nos combustíveis, nem no cabaz alimentar.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, chamou a atenção para que os fundos destinados à investigação, que podem chegar aos 175 mil milhões de euros, são do maior interesse – num quadro de possível cooperação com o mundo empresarial.
“As nossas relações com a Rússia não constam da agenda, mas de qualquer forma acredito que, no futuro, teremos de dialogar com a Rússia. Não sobre energia, mas sobre a segurança europeia e a paz na Ucrânia”, afirmou António Costa.
“Trata-se de uma iniciativa adotada pelos Estados Unidos e por Israel sem qualquer informação prévia aos aliados europeus", destacou o presidente do Conselho Europeu em entrevista à Lusa e a outras agências noticiosas em véspera da cimeira europeia.
De acordo com o antigo primeiro-ministro português, ainda antes da atual crise energética provocada pela situação no Médio Oriente, o Conselho Europeu já tinha “identificado que é preciso reduzir o custo da energia” na UE.
“Em tempos de polarização e fragmentação no mundo, a visão global da Europa é um verdadeiro trunfo estratégico”, disse, falando na conferência anual de embaixadores da UE.