União Europeia é um trunfo num mundo polarizado, defende António Costa

“Em tempos de polarização e fragmentação no mundo, a visão global da Europa é um verdadeiro trunfo estratégico”, disse, falando na conferência anual de embaixadores da UE.

União Europeia é um trunfo num mundo polarizado, defende António Costa
Cristina Bernardo

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu esta terça-feira que a visão global da União Europeia (UE) é um trunfo num mundo polarizado.

“Em tempos de polarização e fragmentação no mundo, a visão global da Europa é um verdadeiro trunfo estratégico”, disse, falando na conferência anual de embaixadores da UE.

“Conhecemos a nova realidade: uma realidade em que a Rússia viola a paz, a China perturba o comércio e os Estados Unidos desafiam a ordem internacional baseada em regras”, referiu ainda.

Perante esta “nova realidade”, considerou, é preciso “defender a ordem internacional baseada em regras”, sublinhando ainda que as violações do direito internacional não podem ser admitidas “seja na Ucrânia, Gronelândia, América Latina, África, em Gaza ou no Médio Oriente”.

António Costa salientou ainda que “as violações dos direitos humanos não podem ser toleradas – seja no Irão, no Sudão ou no Afeganistão”.

Referindo que a guerra no Médio Oriente é a principal preocupação, o líder do Conselho Europeu apontou responsabilidades ao Irão pelas causas da situação e referiu que os ataques de Teerão e dos seus ‘proxies’, como o grupo xiita libanês Hezbollah, a países vizinhos têm de acabar.

Costa salientou ainda que o conflito no Médio Oriente favorece a Rússia, nomeadamente com o aumento dos preços da energia que ajudam a economia deste país exportador de petróleo e a redução da atenção internacional à guerra na Ucrânia.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

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