“É tempo de parar a guerra contra a Ucrânia. Não é o momento de escalar e alargar esta atitude de agressão aos outros”, disse António Costa, no Luxemburgo.
Ao fim de oito meses, António Costa procedeu à maior remodelação governamental da maioria absoluta: chamou para junto de si um "velho conhecido" e afastou dois secretários de Estado desfasados do ministro da Economia. Veja a análise de Ricardo Santos Ferreira, diretor adjunto do semanário Novo.
Dizia um sábio destas questões, que ocupou e usou o poder em Itália durante décadas, Giullio Andreotti, que “o poder desgasta quem o não tem”, porém, se transpuséssemos essa máxima para a atualidade portuguesa, poderia soar falaciosa.
É a ascensão ao núcleo duríssimo do primeiro-ministro de dois 'apparatchik', sem carreira no setor privado, sem carreira académica, brindados apenas pelo seu fervoroso “costismo”.
"Maquiavel para Principiantes", o podcast semanal do JE da autoria do especialista em comunicação e cronista do "Jornal Económico", Rui Calafate, pode ser ouvido em plataformas multimédia como Apple Podcasts e Spotify.
Identificando a pandemia, a guerra e a inflação como agravantes da condição de vida no nosso país, o primeiro-ministro disse que o PS tem a urgência de estar "ao lado das famílias".
Primeiro-ministro lembra que já foi aberto um processo de negociação sindical para alteração do modelo de vinculação dos professores. Apontando que a estabilidade do corpo docente reforça a qualidade da educação, destacou que este é um ganho fundamental que tem que se conseguir.
O primeiro-ministro diz que aumentos de custos de energia não justificam um aumento tão alto e mostrou-se ainda esperançado em "chegar a acordo com os sindicatos" para acabar" com dos professores com a casa às costas".
Apesar dos ventos de feição à esquerda dos últimos seis anos, houve oito greves gerais da função pública desde que António Costa tomou posse como primeiro-ministro, sendo o motivo principal dos protestos a perda de rendimentos.
Luís Montenegro ou faz oposição acérrima ao Governo de Costa e lidera o espaço político do centro- direita, ou esse lugar está irremediavelmente perdido a favor de Ventura.
Curiosamente, António Costa alinhou com as palavras da CIP e também, no seu discurso, declarou que “Este acordo não é um fim do caminho, é mesmo o princípio de um caminho”. Resta saber se o caminho conduzirá ao sítio certo.
Discurso Direto é um podcast do Novo Semanário e do Jornal Económico onde todas as semanas são entrevistados os protagonistas da política, da economia, da cultura e do desporto.
Discurso Direto é um podcast do Novo Semanário e do Jornal Económico onde todas as semanas são entrevistados os protagonistas da política, da economia, da cultura e do desporto.
Luís Montenegro tem que ter uma postura mais institucional, mais política. E tem de abandonar a sua ruralidade e ser cada vez mais urbano e combativo face a António Costa.
O orçamento do Ministério da Saúde é equivalente ao dinheiro que recebemos da bazuca, como o próprio António Costa frisou, logo, não há falta de dinheiro. Apenas persistem no SNS os problemas de décadas.
Luís Montenegro, líder do PSD, está a recentrar o partido no centro-direita. Tem feito uma oposição quase diária a António Costa e tem condições para roer as canelas ao primeiro-ministro.
O Governo tem uma maioria absoluta conquistada em janeiro e uma legitimidade inatacável. Tem cinco meses de existência e em diversos domínios já parece comatoso.