Eline Feijão salienta que a confiança é algo que se perde rapidamente e é muito difícil de conquistar, mas destaca o trabalho muito importante entre os bancos angolanos e o regulador. "Há trabalho a fazer para todos, até porque o tipo de desafios que existem no sistema financeiro estão sempre a mudar", refere.
Emanuela Vunge diz que a grande preocupação dos investidores é perceberem o acesso ao mercado e quem são os players com quem devem fazer negócios. Advogada destaca que o papel do Estado está a diminuir principalmente em áreas como o petróleo, gás e indústria mineira, dando lugar à promoção privada. "Relação entre agentes públicos e privados melhorou muito e a margem negocial mudou", afirma.
O CEO da Fortaleza Seguros traçou um retrato de um setor segurador angolano ainda com peso residual na economia — inferior a 1% do PIB —, muito aquém dos 3% a 5% registados em países com nível de desenvolvimento semelhante e dos mais de 10% observados em economias mais avançadas. "Estamos numa fase ainda pouco representativa" quanto ao papel do setor na economia, resumiu.
O administrador executivo do Banco Millennium Atlântico, Sidney Magalhães, considerou que Angola está a progredir no caminho para uma maior estabilidade macroeconómica e financeira, embora sublinhe que esse processo ainda não está concluído. O banqueiro alertou para a forte dependência do setor petrolífero. Há uma "dependência fiscal muito grande" face ao setor petrolífero, que representa cerca de 20% do PIB mas continua a pesar 60% nas receitas fiscais e 90% na capacidade de exportação do país, apontando o objetivo de atingir maior estabilidade estrutural até 2030.
As privatizações em Angola começaram em 2019 e foram genericamente bem-sucedidas. Na fase final do processo, há ainda, segundo Álvaro Fernão, PCA da IGAPE, diversas empresas interessantes para os investidores. Principalmente para aqueles que quiserem ter uma palavra a dizer no futuro de África. A reflexão foi deixada na conferência "Doing Business Angola", organizada pelo JE e Forbes África Lusófona, que tem lugar esta quarta-feira em Lisboa.
Na abertura da quarta edição do Doing Business Angola, organizada pelo JE e Forbes África Lusófona, N’Gunu Tiny, fundador do Grupo Media Nove, lançou a ideia de se criar uma agenda “Angola Portugal 2035” e a criação de um conselho estratégico Económico entre os dois países.
Uma das questões no 'Advisory Summit 2026' prendeu-se com a reforma do Estado, com os oradores a defender a sua importância, mas pedindo ambição, abrangência e tempo para deixar as alterações darem frutos. E isto inclui mudar mentalidades.
Mário Aroso de Almeida, professor de Direito da Católica e da NOVA, revelou, hoje, no Advisory Summit 2026, do JE, que no âmbito da reforma do Estado está na calha a criação de uma Câmara de Resolução de Litígios de Contratação Pública, como existe, por exemplo, em Espanha. Objetivo é resolver os litígios do contencioso pré-contratual em alternativa aos tribunais.
Nuno Saramago considera ser "importantíssimo" colocar a Inteligência Artificial junto dos processos e "embebê-la" no que já está sólido. "IA pode ser utilizada como amplificador do que já fazemos, mas é completamente diferente utilizá-la para a executar", refere. CEO da SpotGov defende que esta tecnologia já faz parte das famílias e como tal, "temos de nos resignar a este cenário, mas de uma forma positiva".
Ministro da Reforma do Estado defendeu alterações na lei do Tribunal de Contas e no Código de Contratação Pública. Reflexão foi deixada na conferência Advisory Summit 2026, organizada pelo JE.
A liderança da aiteris junta décadas de experiência em consultoria e conta com o reforço de uma equipa sénior para lançar um modelo de advisory independente focado em acelerar decisões tecnológicas críticas em áreas como sourcing, governação, compliance e adoção de inteligência artificial.
Num momento de forte transformação da indústria financeira, Jorge Tavares, Head of Banking da NTT DATA Portugal, identifica os principais sinais sobre o futuro do setor e os desafios que continuam a ser subestimados pelas instituições financeiras
A reforma do Estado está a alterar o enquadramento regulatório em Portugal e a transformar a relação entre empresas, investidores e Administração Pública. É para analisar o alcance destas mudanças que o Advisory Summit 2026 reúne decisores políticos, líderes empresariais e especialistas numa conferência dedicada aos desafios da modernização do Estado.
Da experiência do utilizador à integração de agentes inteligentes, a banca digital enfrenta uma nova fase de transformação. Rúben Germano, General Manager da Revolut em Portugal, identifica as tendências que poderão marcar os próximos cinco anos
Com a inteligência artificial a transformar a forma como os clientes interagem com as organizações, Maria João Carioca, co-CEO da Galp, aborda os desafios que se colocam à banca e a necessidade de uma abordagem mais focada nas necessidades concretas das pessoas
Num setor marcado pela inovação e pela crescente homogeneização da oferta, João Batista Leite, CEO da Unicre, explica por que razão a diferenciação continuará a ser determinante e onde vê o maior potencial de crescimento para as instituições financeiras especializadas até 2030
Já pode garantir o seu lugar, com a compra do bilhete, para a 4.ª edição do Doing Business Angola (DBA) 2026, que terá lugar no próximo 15 de julho, no EPIC SANA Lisboa Hotel (Amoreiras), em Lisboa.
A equipa combina "a excelência técnica, o conhecimento setorial, a integração internacional e a visão multidisciplinar, através de uma articulação direta com as competências de Advisory, Assurance e Tax da KPMG".