O país que viveu o calvário da bancarrota é, década e meia depois, uma potência mundial no ensino das Finanças, onde um mestrado pode dar um salário de 140 mil euros.
Primeiro escritório internacional da Apex Partners foi inaugurado na capital portuguesa em julho de 2025. Um ano depois, o grupo enfrenta um rombo de 985,6 milhões de reais (164,5 milhões de euros), fundos com resgates suspensos e bens do fundador bloqueados pela Justiça. Por cá, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários limita-se a dizer que "a CMVM encontra-se vinculada por deveres legais de sigilo profissional que a impedem de se pronunciar sobre a sua atuação em casos concreto”.
O acordo de venda do Banco Português de Gestão à chinesa VCredit falhou. O prazo expirou sem aprovação regulatória. Mas já há novos candidatos à compra, incluindo um banco português.
Primeiro troço da Alta Velocidade Porto-Lisboa, no valor de 1.900 milhões, está a acelerar para janeiro. E a CP quer apressar a compra de comboios no valor de 819 milhões de euros. A queda do Governo não paralisou a ferrovia, até apressou.
Na corrida ao portfólio de crédito malparado apelidade de Côa estão a CRC com a Whitestar, a Bracebridge com a Finsolutia e o consórcio Bain/Fortress com a Hipoges.
O Novobanco quer antecipar o fim do Acordo de Capitalização Contingente para antes de 2025, mas as conversas com o Fundo de Resolução não correm sobre rodas por causa dos litígios em curso.
O “final feliz” da venda dos 71,73% da Efacec detidos pelo Estado ao private equity alemão Mutares será a 31 de outubro. Os bancos, os obrigacionistas e o Estado aceitaram as condições.
Depois da aprovação do ‘haircut’ de 10% da dívida de 58 milhões dos obrigacionistas, é a vez da banca se chegar à frente com um ‘haircut’ de 80% da dívida antiga sem garantias de 41 milhões mais 10% da parte não garantida das linhas “Covid”.
Dos quatro candidatos à compra do “Projeto Eleanor” que inclui o terreno das Amoreiras que era do BES, três avançaram com propostas vinculativas: a Bain com a Kronos, a Quest Capital e a Sixth Street com a Norfin. A Vanguard desistiu.
Os bancos de investimento mandatados pela Altice International para estudarem soluções para reduzir a dívida enviaram um ‘teaser’ a fundos de ‘private equity’. Objetivo? Avaliar a operação da Altice Portugal e outros ativos do grupo liderado por Patrick Drahi.
Ainda não há um acordo fechado com o promotor imobiliário, mas o novo edifício de escritórios do Parque das Nações está entre as opções para CGD se instalar quando sair da Av. João XXI para deixar entrar o Governo.
A versão confidencial do plano de reestruturação da TAP, a que o JEteve acesso, revela a existência de uma oferta vinculativa pela subsidiária M&E Brasil, que, se fosse aceite, obrigaria o Estado a assumir encargos de 110 milhões de euros. Mas o negócio não se fez e o Governo teve de encerrar a empresa, assumindo um custo dez vezes superior: 1.024 milhões de euros.
O “Projeto Eleanor” está em marcha e há interessados para os vários ativos imobiliários do Novobanco. Bain Capital e Kronos, Vanguard, Quest Capital e Sixth Street e Norfin estão na corrida para as propostas vinculativas.
A auditoria forense a nível global pedida pela Altice International está a cargo da EY. Há um comité de investigação global para realizar uma auditoria exaustiva ao grupo que é coordenado pelas sociedades de advogados Ropes & Gray e DLA Piper France.
Processo no Tribunal da Justiça da União Europeia deve-se ao não cumprimento das regras da Diretiva Atrasos de Pagamento. Bruxelas sinaliza incumprimento “sistemático” e “persistente”.
A Arrow Global está em negociações para comprar o empreendimento de luxo Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, depois de a Kronos não ter chegado a acordo com a SPX.
Grupo liderado por Patrick Drahi contratou quatro bancos de investimento para avaliar ativos e preparar estratégia de redução da dívida. Caminho pode passar por abrir o capital a novos investidores e por entrar em M&A.
O empreendimento de luxo de Lisboa, que o Banco Montepio financiou em 33 milhões, não consegue avançar com as 22 escrituras e pediu um PER para negociar com os credores.
Humberto Pedrosa, ex-acionista da TAP, poderá alinhar com um consórcio nacional ou com algum dos três grupos de aviação que já sinalizaram interesse na companhia aérea nacional.
Tinha a sociedade portuguesa (e não só) aos seus pés. Todos queriam ser parte do seu "inner circle". Era o representante de uma família e de um banco centenário. Orgulhava-se de apoiar os governos (independente da cor política) em nome de um desígnio nacional. A sua influência nos vários quadrantes da sociedade portuguesa valeu-lhe a alcunha de “Dono Disto Tudo”. Mas, por detrás disto avolumava-se uma monstruosidade de operações ilícitas
O processo de venda da maioria da Future Healthcare está na reta final. A candidata escolhida foi a seguradora irlandesa Bupa. A Medis e a Multicare também estudaram o dossier.
O banco quer antecipar o fim do mecanismo de capital contingente. Para isso, pode ter de retirar créditos polémicos deste veículo, mas também ceder nos litígios contra o Fundo de Resolução.
Rogério Campos Henriques disse ao JE que a Oferta Pública Inicial (IPO) da Luz Saúde está prevista até ao início de 2024. A ASF aprovou a nova administração da Fidelidade. Eduardo Stock da Cunha é um dos novos administradores.