A vontade de Trump de ver o barril em torno dos 50 dólares ameaça a operação de alguns países já com dificuldades em manter a sua quota de mercado, mas, caso se verifique o desvio de fluxos antes destinados para a China, Pequim poderá ter de substituí-los por petróleo do Golfo, dando uma ajuda ao cartel.
Presidente dos Estados Unidos quer acelerar a exploração de petróleo no país de que está ‘a tomar conta’, mas as companhias alegam insegurança jurídica e lembram um passado traumático. Entretanto, Cuba foi aconselhada a concluir acordo com os EUA "antes que seja tarde demais".
O maior fornecedor de petróleo a Cuba é a Venezuela, mas desde que os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, Trump pressionou a presidente interina, Delcy Rodríguez para que enviasse o petróleo do país para os Estados Unidos.
De acordo com o apurado, a ordem serve para garantir que o dinheiro destas receitas fique protegido em processos judiciais. A ordem afirma que a receita depositada em fundos governamentais estrangeiros é “mantida exclusivamente para fins soberanos” e que qualquer tentativa judicial de a apreender “prejudicará materialmente a segurança nacional e a política externa” dos Estados Unidos.
"À luz dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e no Acto Constitutivo da União Africana, o Governo de São Tomé e Príncipe reitera a sua firme convicção na primazia do direito internacional e no respeito pela soberania dos Estados", lê-se num comunicado emitido esta quinta-feira, dia 8 de janeiro, pelo Executivo de Américo Ramos.
Relação tensa com petrolíferas dos EUA pode complicar planos de Trump para o país latino, aponta o especialista em energia António Costa Silva. Investimento na Venezuela “tem incógnitas a mais”, com falta de estabilidade política e risco de uma guerra civil.
O Congresso está a rodear o presidente de um cerco em redor das decisões da Casa Branca, ao mesmo tempo que o secretário de Estado Marco Rubio tenta um discurso menos radical.
O Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, no poder desde a detenção de Nicolás Maduro pelos EUA, a 3 de janeiro, decidiu iniciar "um processo diplomático exploratório com o Governo dos Estados Unidos, visando restabelecer os laços diplomáticos entre os dois países”.
Os EUA dão mostras de que a sua nova estratégia de segurança não é letra morta num qualquer documento emanado da Casa Branca. O regresso em força da Doutrina Monroe não é uma promessa: é uma certeza. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
O PSD quer também que o Governo "mantenha como prioridade absoluta a segurança, o bem-estar e a proteção da comunidade portuguesa na Venezuela, assegurando informação regular, apoio consular adequado e mecanismos de resposta a eventuais situações de emergência".
As contas bancárias remontam ao tempo do BES de Ricardo Salgado e têm como titulares a Petróleos de Venezuela (PDVSA), o Banco de Desarrollo Económico y Social de Venezuela (BANDES) e outras empresas com ligações ao país.
O chefe de Estado norte-americano referindo-se ao encontro afirmou que seria uma honra receber de Corina Machado a medalha do Prémio Nobel da Paz que a líder oposicionista da Venezuela recebeu do Comité Nobel em 2025.
Esta ação em Caracas expõe que não se trata da defesa da democracia ou de uma intervenção humanitária. É oficialmente o fim do globalismo, que atava o poder militar dos EUA ao respeito pela soberania nacional da carta da ONU.
A Europa necessita de pensar diferente, de reencontrar-se com o seu projeto inicial. De pensar um novo sistema de referências para a sua intervenção estratégica, de assumir plenamente a sua senioridade e independência na definição do novo mundo global.
O espaço que os EUA ocupam neste momento é aquele que a Europa não quis, pelo que arrisca ficar circunscrita apenas ao continente europeu, perdendo toda a relevância internacional.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que a detenção de navios de outros países em alto-mar “contraria gravemente o direito internacional” e os princípios da Carta das Nações Unidas.