O líder taiwanês, William Lai, pediu hoje que Washington aprove uma venda de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros).
A ilha está entre dois problemas: o aumento da pressão militar da China, e o debate com Washington sobre tarifas - que, no seu caso, é suposto chegar à fasquia dos 32%.
O Estado-Maior Conjunto do Japão informou em comunicado que, por volta das 13h00 do último sábado (05h00, em Lisboa), o porta-aviões chinês Shandong e a respetiva frota de escolta navegavam a cerca de 550 quilómetros a sudeste da ilha de Miyako, na prefeitura de Okinawa.
A Fundação da Escola de Economia e Ciência Política de Taipei, organizadora do exercício de simulação, explicou que o objetivo é “identificar as questões de defesa que Taiwan precisa urgentemente de reforçar e apresentar recomendações ao governo”.
Falando aos meios de comunicação social por ocasião do primeiro aniversário da tomada de posse, William Lai Ching-te, considerado um "independentista" e um "agitador" pelas autoridades de Pequim, afirmou que "os agressores são os verdadeiros destruidores da paz".
Segundo a “Reuters”, o presidente de Taiwan prometeu atingir um regime de tarifa zero com os Estados Unidos e de investir e comprar mais no país, de forma a evitar tarifas de importação abrangentes.
Este gasoduto deve ter 1.287 quilómetros e um custo previsto de 40 mil milhões de dólares (45,4 mil milhões de euros). Japão, Coreia do Sul e Taiwan podem investir no projeto que deve exportar gás para a Ásia. A Índia e a Tailândia já mostraram interesse em investir no projeto intitulado Alaska GNL.
Um dos produtos mais importantes do mundo viu a sua afinado produção virada do avesso com a decisão de Donald Trump. E quando todos tentavam acomodar as novas tarifas, veio a moratória de 90 dias. A uma paragem abrupta das encomendas, sucedeu uma catadura inesperada de novos pedidos.
“Com os 90 dias adicionais, temos agora mais tempo para conduzir discussões detalhadas e aprofundadas sobre a cooperação económica e comercial entre Taiwan e os Estados Unidos”, disse Lin Chia-lung, citado pela agência de notícias taiwanesa CNA.
“O Governo preparou muitas moedas de troca, tais como aquisições e investimentos, mas durante a fase de negociação não é possível revelar detalhes ao público, pois isso afetaria os resultados”, disse o ministro do Conselho Nacional de Desenvolvimento (NDC), Paul Liu, numa audiência parlamentar, de acordo com a agência de notícias taiwanesa CNA.
Numa mensagem publicada nas redes sociais na quinta-feira, William Lai classificou a medida anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, como "um desafio sem precedentes" para o comércio global e para a economia.
Em comunicado, a porta-voz da presidência taiwanesa, Karen Kuo, sublinhou que todas as agências envolvidas mantêm “controlo total” sobre estes exercícios, que foram lançados hoje pelo Exército chinês como um “sério aviso” às “forças separatistas” que procuram a “independência” de Taiwan.
“A independência de Taiwan significa guerra e a promoção da independência de Taiwan significa empurrar o povo de Taiwan para uma situação perigosa de conflito armado”, declarou Zhu Fenglian, a porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan - responsável pelas políticas do Partido Comunista Chinês em relação a Taiwan - num comunicado.
“Estes exercícios centram-se principalmente em patrulhas de prontidão de combate mar - ar, ataques a alvos marítimos e terrestres e bloqueios em áreas-chave e rotas marítimas para testar a capacidade de operações conjuntas das nossas tropas”, afirmou, em comunicado, o Comando do Teatro Oriental de Operações do Exército de Libertação Popular.
William Lai Ching-te reuniu-se no domingo com o primeiro-ministro Cho Jung-tai e outros responsáveis governamentais sobre os “planos de resposta” do Executivo a estas imposições, disse em comunicado a porta-voz presidencial Karen Kuo.
Numa intervenção parlamentar, Cho disse que Taiwan “não tem de todo capacidade” para atribuir 2,6 biliões de dólares taiwaneses (cerca de 72,5 mil milhões de euros) para despesas militares, sublinhando que o governo vai avaliar tanto a situação financeira global como as necessidades das Forças Armadas.
Em meados de fevereiro, o líder de Taiwan, William Lai, anunciou que o seu Governo iria procurar aumentar este ano as despesas militares para 3% do PIB (atualmente rondam os 2,45%), depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter sugerido, na campanha eleitoral, que Taipé deveria pagar a Washington pela sua defesa.
Em comunicado, a Guarda Costeira de Taiwan (CGA, na sigla em inglês) afirmou que o navio envolvido, denominado Hong Tai, tinha bandeira do Togo e estava registado como “navio de conveniência com ligações a capital chinês”.
Numa breve declaração, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan manifestou hoje a esperança de reforçar as “relações estreitas” entre Taipé e Washington durante o mandato do republicano, com base nos princípios da “confiança, reciprocidade e benefício mútuo”.
Face ao avanço tecnológico e vasta capacidade da China, os EUA e outros países ocidentais, provavelmente, reunirão forças para mover os centros de produção de forma a diversificarem o mercado e as “regras do jogo”.
Ao priorizar a competição em detrimento da cooperação, Washington não apenas prejudica as relações bilaterais, mas também coloca em risco a estabilidade econômica e política global.