O líder taiwanês, William Lai, pediu hoje que Washington aprove uma venda de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros).
Diminuição das encomendas está a afetar a atividade comercial do bloco, com a Alemanha a manter as dificuldades que já tinham sido identificadas. Do outro lado do mundo, a Ásia ‘soma e segue’.
O pacote está avaliado em mais de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) e inclui a compra de mísseis, veículos aéreos não tripulados ('drones'), sistemas de artilharia e ‘software’ militar norte-americano. Em resposta à venda, a China lançou dois dias de exercícios militares em torno da ilha.
“Agiremos com responsabilidade, sem escalar o conflito nem provocar confrontos”, declarou o líder de Taiwan, William Lai Ching-te, na rede social Facebook.
Em comunicado, a porta-voz presidencial, Karen Kuo, afirmou que a estabilidade no Estreito de Taiwan e no Indo-Pacífico representa um “amplo consenso” da comunidade internacional e alertou que os exercícios militares chineses “socavam flagrantemente a segurança regional” e desafiam o direito internacional.
Em comunicado, o Comando do Teatro Oriental de Operações do Exército de Libertação Popular (ELP) informou que foram utilizados caças, bombardeiros e veículos aéreos não tripulados, em coordenação com artilharia de longo alcance, para simular ataques contra “alvos móveis em terra” em zonas centrais do Estreito de Taiwan.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Lin Jean, afirmou que a realização destes exercícios por parte do Exército de Libertação Popular (ELP) constitui “um severo castigo” contra as “forças separatistas” de Taiwan que “procuram a secessão através da força”.
Venda de armas a Taiwan está por trás da decisão do governo chinês. Os Estados Unidos anunciaram á dias terem vendido armamento para a ilha, no valor-recorde de 11 mil milhões de euros.
O porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Peng Qing'en, classificou a decisão de Tóquio como uma "provocação extremamente perigosa" e acusou o Japão de estar "a criar tensão e a alimentar o confronto militar" numa zona a apenas 110 quilómetros de Taiwan.
Numa conferência de imprensa, no gabinete presidencial, em Taipé, William Lai Ching-te sublinhou a intenção de equipar as forças armadas com um "alto nível de prontidão" para "dissuadir de forma eficaz" a China até 2027, ano em que, segundo relatórios dos serviços de informação norte-americanos, o Presidente chinês, Xi Jinping, ordenou a conclusão dos preparativos para a "reunificação pela força".
"Taiwan receberá um tratamento [tarifário] semelhante. Por isso, acredito que ainda existe a possibilidade de a Coreia do Sul e Taiwan, através da cooperação, poderem obter o tratamento mais favorável possível", disse o negociador-chefe do comércio sul-coreano, Yeo Han-koo, num programa de rádio na emissora local MBC.
A medida, que entrou em vigor no domingo, surge na sequência das declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em 07 de novembro, que disse que Tóquio poderia recorrer à força se Pequim tentasse ocupar ou bloquear Taiwan, algo que o Governo chinês classificou de “interferência intolerável”.
O Japão costuma ser contido sobre a questão de Taiwan, mas a nova primeira-ministra quis abrir hostilidades. Pequim, talvez colhido de surpresa, foi particularmente duro na resposta e não deixa esmorecer a tensão.
A proibição, entre segunda e quarta-feira, acontece numa altura em que as tensões entre Pequim e Tóquio voltaram a agravar-se depois da primeiro-ministro, Sanae Takaichi, afirmar que um ataque a Taiwan poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa do Japão.
A vice-presidente de Taiwan, Hsiao Bi-khim, apelou a uma maior inclusão da ilha nas organizações internacionais, onde disse ter sido "injustamente bloqueada" pela China, no primeiro discurso de um governante taiwanês no Parlamento Europeu.
Pequim ampliou na quinta-feira os controlos ao comércio destes minerais estratégicos, adicionando cinco novos elementos – európio, hólmio, érbio, túlio e itérbio – e reforçando o escrutínio sobre os usos finais, num contexto de renovadas tensões comerciais com os Estados Unidos.
O terceiro trimestre fechado em setembro foi ainda mais produtivo que o esperado. A gigante de Taiwan diz que o resultado do aumento dos investimentos em Inteligência Artificial.
"Quero esclarecer que esta ideia vem dos Estados Unidos. A nossa equipa de negociação nunca se comprometeu com uma divisão 50-50 na produção de semicondutores", disse a vice-primeira-ministra taiwanesa.
"Sendo o principal exportador de Taiwan e tendo fábricas nos Estados Unidos, a TSMC está isenta", disse Liu Chin-ching, diretor do Conselho Nacional de Desenvolvimento, durante uma reunião no Parlamento. No entanto, Liu precisou que outros fabricantes de 'chips' taiwaneses "serão afetados" pelas tarifas.
Segundo fontes citadas pelo jornal Taipei Times, próximo do Executivo liderado por William Lai, o Conselho de Assuntos do Continente (MAC, na sigla em inglês) – responsável pelas relações com a China – alterou a regulação vigente para exigir que os funcionários que viajem por “motivos não oficiais” a estas cidades apresentem relatórios antes e depois das visitas.
Segundo as emendas propostas pelo Ministério do Interior, os requerentes de residência legal terão de apresentar documentos notariais que comprovem a perda do registo de domicílio na China continental e a renúncia ou ausência de posse do passaporte chinês.