A colaboração reúne as Plataformas L4-Ready da Stellantis, a tecnologia de condução por inteligência artificial (IA) da Wayve e a plataforma global da Uber para impulsionar uma nova geração de veículos totalmente autónomos.
A deteção da falha decorreu de uma investigação interna do fabricante, que determinou que alguns veículos podem apresentar um problema de ligação elétrica na direção assistida, que pode provocar risco de incêndio.
A construtora automóvel Stellantis vai investir mais de mil milhões de euros na produção de uma nova geração de veículos elétricos na fábrica de Mulhouse, no leste de França, a partir de 2029, anunciou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron.
O CEO da Stellantis, Antonio Filosa referiu que o memorando "pode criar benefícios significativos para ambas as partes" e o CEO da Jaguar Land Rover, PB Balaji, considerou que "a colaboração terá um papel importante na abertura de novas oportunidades".
"Este segmento de elevado potencial, destinado a ser produzido na Europa para os europeus, foi reconhecido pela Comissão Europeia pelo seu potencial para impulsionar o emprego nos setores do design e da produção na Europa, desempenhando, em simultâneo, um papel fundamental no apoio à adoção generalizada de veículos 100% elétricos para uma mobilidade urbana, quotidiana e prática", referiu a Stellantis.
Portugal corre com a Bélgica do ranking dos maiores produtores europeus e ultrapassa Itália cuja produção está em mínimos de 70 anos, a atravessar uma crise profunda tal como a sua seleção de futebol.
A Stellantis, que comunica apenas país por país, precisou hoje que em França o 'recall' se dirige a 212.000 veículos fabricados entre 2023 e 2026, dos quais mais de metade é da marca Peugeot, depois de ter constatado 36 incidentes em todo o mundo relacionados com o problema, incluindo 12 inícios de incêndio.
A parceria estratégica entre a multinacional automóvel e a especialista em transição energética resulta na implementação de três centrais de autoconsumo em parques de estacionamento industriais, reforçando a competitividade e a sustentabilidade do Grupo.
O volume de negócios da Stellantis diminuiu 2%, para 153,5 mil milhões, apesar de um ligeiro aumento em volume, para 5,48 milhões de veículos (+1%), contra 5,41 milhões em 2024.
Nesta ronda de financiamento participaram a Nvidia, Microsoft e Uber, Mercedes-Benz, Nissan, e Stellantis. A ronda de série D foi liderada pela Eclipse, Balderton, e SoftBank Vision Fund 2.
Os CEOs da Volkswagen e da Stellantis propuseram a criação de um selo “Made in Europe” para os veículos produzidos no continente, defendendo que a iniciativa reforçaria a indústria automóvel europeia, responsável por 8% do PIB da União Europeia e por 13 milhões de empregos, e reduziria a dependência das importações em setores estratégicos durante a transição para os veículos elétricos.
As rainhas da indústria automóvel em Portugal registaram um bom ano de produção de veículos 'made in Portugal'. A nível nacional, foi o segundo melhor ano de produção automóvel.
A Comissão de Trabalhadores da Stellantis Mangualde criticou a proposta laboral, que tem sido defendida pelo executivo, e defendeu que não abdica de: estabilidade no emprego, horários dignos, aumentos salariais, direitos parentais, negociação coletiva. A Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa também já tinha aderido à greve geral de 11 de dezembro.
Carlos Tavares prevê que possa existir uma separação entre os negócios europeus e norte-americanos da Stellantis. Quanto à Tesla, o gestor português refere que não se pode descartar a saída da Tesla do setor automóvel para se focar em áreas como os robôs humanoides, a SpaceX, ou a inteligência artificial. "Não tenho a certeza se a Tesla ainda existirá daqui a 10 anos. É um grupo inovador [Tesla], mas será ultrapassado pela eficiência da BYD", avançou Carlos Tavares.
Segundo a Stellantis "o investimento é o maior dos 100 anos de história da empresa nos EUA e apoiará o lançamento de cinco novos veículos em toda a carteira de marcas em segmentos-chave, a produção de um novo motor de quatro cilindros, e a criação de mais de 5.000 empregos nas fábricas de Illinois, Ohio, Michigan e Indiana".
Segundo o secretário-geral da Federação Italiana dos Trabalhadores Metalúrgicos (FIOM), Michele De Palma, o ‘gigante’ automóvel perdeu um total de 9.656 funcionários entre 2020 e 2024, principalmente através de saídas voluntárias e acordos sindicais que incluíam reformas antecipadas e baixas incentivadas e que a FIOM não assinou.
Carlos Tavares dissecou a atualidade geopolítica, avisando que a “nova ordem mundial” está a provocar o acelerar da China rumo à “futura dominação” global. Sobre este “jardim à beira mar plantado”, é preciso ser tratado “todos os dias”.