A Renault vendeu 130.097 veículos, superando os 126.091 registados pela fabricante automóvel Peugeot, Opel, Citroën e Fiat. Os números são avançados pela Bloomberg.
Os Kennedy de Itália dominam a Stellantis. John Elkann saiu dos bastidores para assumir o rumo da companhia após a saída do gestor luso pelos problemas vividos pela marca no importante mercado norte-americano.
O BCP valorizou mais de 2% e colocou o índice de referência no 'verde', a encerrar esta segunda-feira. Lá fora, o setor automóvel caiu, liderado por uma perda de 4,6% na Stellantis. Esta terça-feira, destaque para a balança comercial da zona euro e produção industrial nos EUA.
Em 2023, o gestor português viu a remuneração subir 56% para 36,5 milhões de euros. Piores resultados da fabricante automóvel devem fazer o valor descer este ano, avança o Financial Times. Maior parte do salário de Carlos Tavares na Stellantis era variável.
O salário de Carlos Tavares, enquanto CEO da Stellantis, em 2023, ficou em 36,4 milhões de euros, um aumento de 55,6% face ao ano anterior. A folha salarial do gestor português está em destaque esta quarta-feira na imprensa espanhola.
Especialistas ouvidos pelo JE referem que a gestão de Carlos Tavares trouxe uma "respeitável execução operacional e crescimento financeiro" mas deixa "desafios significativos" entre os quais a queda nas vendas nos EUA, a pressão competitiva no mercado de veículos elétricos e desafios de transição energética. Receitas e ganhos com ações também devem descer.
O eixo franco-italiano na administração da Stellantis não perdoou o gestor português pelas falhas no mercado norte-americano, o mais rentável para a companhia. Nos EUA, a falta de novos modelos, preços elevados e cortes de custos excessivos provocaram a sua queda.
São já várias as fabricantes a operar na Europa a anunciarem o encerramento de fábricas e o despedimento de milhares de colaboradores, num cenário em que a fraca procura por carros elétricos e a concorrência da China estão a pressionar o setor automóvel.
O PSI regista ligeiros ganhos, possibilitados pela valorização da energética. Entre as praças europeias, não há um sentimento definido, com o tombo na Stellantis a marcar as primeiras horas.
Uma saída com "efeito imediato" é, para além de muito deselegante da parte dos acionistas, a evidência de que a indústria europeia dos automóveis está numa fase de profunda mudança.
Luca de Meo, presidente executivo do Grupo Renault desde 2020, lidera a lista de candidatos para substituir Carlos Tavares na liderança da Stellantis. O português vai sair do cargo um ano e meio antes de terminar o seu contrato.
A empresa automobilística Stellantis, à qual pertencem marcas como Citroën, Peugeot, Opel, Chrysler, Maserati e Fiat está hoje em queda nas bolsas de Milão e Paris, um dia depois de ter sido anunciada a renuncia do CEO, Carlos Tavares.
A Stellantis é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo e no seu portefólio tem marcas como Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS Automobiles, Fiat, Jeep®, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram, Vauxhall, Free2move e Leasys.
As empresas mais afetadas estão a ser a Stellantis, dirigida pelo português Carlos Tavares, que desvaloriza 4,14%, enquanto que a Volkswagen cai 2,16% e a Nissan desce 3,64%. A Tesla, de Elon Musk, que esteve envolvido na campanha de Donald Trump, e que deve entrar na administração do executivo norte-americano, fechou a sessão de ontem a cair 3,96%, mas em pré-mercado está a subir 0,53%.
Automóvel: Carlos Tavares sai em 2026, com a Stellantis e o sector a viverem uma crise profunda e no arranque de uma guerra comercial entre a China e a Europa que vai provocar baixas nos dois lados.