Hoje, o comércio de usados é profissional, transparente, competitivo — e, mais importante, é um negócio desejado. A rentabilidade média supera a das viaturas novas, e o volume de transações também.
As metas para a diminuição das emissões de CO2 são consideradas, entre outras, demasiado caras para estarem no topo da agenda nesta fase em que a atividade comercial global está sob pressão. E não é o único setor a queixar-se.
Um estudo apontou que a perda total de empregos na indústria alemã chegou a cerca de 114.000 nos 12 meses encerrados em 30 de junho deste ano. Para essa contabilidade muito contribuiu o setor automóvel.
O desafio de fundo é a enorme dificuldade do setor em atrair e reter as novas gerações, o que resulta num paradoxo: um setor com procura, potencial e negócio, mas sem pessoas.
A remuneração média aproximou-se dos 1.760 euros mensais na indústria, em 2023, entre as empresas de produção automóvel e as que trabalham com comércio, manutenção e reparação. No primeiro trimestre, a indústria representava 3,9% do emprego no país, acima da média europeia.
Os primeiros 100 mil carros exportados para os EUA passam a estar sujeitos a tarifas de 10% e os seguintes irão até aos 25%. O acordo entre os dois países passa a ser válido nesta segunda-feira, ao mesmo tempo que os produtos feitos em aço ainda estão sob um clima de incerteza.
O presidente dos EUA ameaçou impor tarifas de 50% aos bens importados de economias europeias. A possibilidade despoletou fortes inseguranças, sobretudo no que diz respeito ao setor automóvel.
O sentimento positivo resultante do alívio das tensões comerciais voltou a notar-se na sessão desta terça-feira. O setor automóvel esteve em destaque, liderado pela Stellantis, que valorizou mais de 4%, ao passo que a farmacêutica Bayer apresentou contas e ganhou quase 3%.
A empresa entregou 3.593 carros entre janeiro e março, pelo que o volume de vendas subiu 13% face ao primeiro trimestre de 2024. O lucro foi ainda mais além e os mercados estão a reagir em alta.
As exportações de componentes para automóveis acumularam, nos dois primeiros meses do ano, uma descida de 2,9% em termos homólogos. A AFIS regista uma subida exponencial das exportações para Marrocos.
O setor automóvel germânico 'distraiu-se' e perdeu a posição superior em que se encontrava. Num contexto em que a recuperação será muito difícil, a alternativa é esquecer os automóveis e passar a montar tanques de guerra.
Donald Trump fez saber que os EUA vão aplicar tarifas de 25% no setor automóvel já a partir de quinta-feira. Em consequência, as fabricantes que mais dependem de importações para território norte-americano registaram algumas das maiores desvalorizações nas últimas sessões da semana passada.
Com quase metade dos carros vendidos nos EUA oriundos de outras geografias, os consumidores americanos arriscam perder mais do que as empresas europeias com esta opção.
Num setor em profunda e rápida transformação, como o automóvel, a forma como interpretamos os números é quase tão importante quanto os próprios números.
A chinesa Contemporary Amperex Technology (CATL), a maior fabricante de baterias para veículos elétricos do mundo, anunciou um aumento de 15% dos lucros em 2024, impulsionado pela forte procura global.
Os principais mercados registaram descidas mais acentuadas e o mercado europeu teve um decréscimo. Dos carros vendidos, já são menos de dois em cada cinco os que são movidos por motores a combustão.