Em causa estão as dificuldades vividas pelo setor automóvel e em particular pelo grupo Volkswagen, ao qual pertence a Porsche. A marca conta com 42 mil trabalhadores por todo o mundo.
O presidente da Associação Canadiana de Fabricantes de Veículos (CVMA na sigla em inglês) - que inclui a General Motors, a Ford e a Stellantis - disse à emissora pública canadiana CBC que a indústria "enfrenta potenciais crises na América do Norte, não apenas no Canadá e no México, mas também nos Estados Unidos".
O anúncio do ministro da Economia de 420 milhões captados pela AICEP no ano passado correspondem, em quase dois terços, a projetos de componentes automóveis e indústria farmacêutica, dois dos sectores que mais têm contribuído para internacionalização da economia.
A Renault inicia o ano com a sua melhor recomendação desde setembro de 2018, enquanto as restantes empresas europeias elevam e mantêm as recomendações.
Representando quase dois terços dos 420 milhões anunciados pelo ministro da Economia, os ramos dos componentes automóveis e farmacêutico destacam a sua importância na economia nacional, com a AFIA a mostrar esperança que o montante ajude a repor os postos de trabalho destruídos no ano transato.
Pedro Reis tem estado em contacto com a empresa e reitera que não vê sinais de um corte "estrutural" na produção da fábrica da Volkswagen em Palmela. Pelo contrário, ambiciona até "reforçar a presença da Volkswagen" em solo nacional.
O BCP valorizou mais de 2% e colocou o índice de referência no 'verde', a encerrar esta segunda-feira. Lá fora, o setor automóvel caiu, liderado por uma perda de 4,6% na Stellantis. Esta terça-feira, destaque para a balança comercial da zona euro e produção industrial nos EUA.
A direção da empresa reuniu com os sindicatos pela quarta vez na segunda-feira, mas um eventual acordo continua a ser uma miragem. Em causa está o encerramento de fábricas, despedimento de trabalhadores e um corte nos salários.
São já várias as fabricantes a operar na Europa a anunciarem o encerramento de fábricas e o despedimento de milhares de colaboradores, num cenário em que a fraca procura por carros elétricos e a concorrência da China estão a pressionar o setor automóvel.
Investimentos que não terão corrido bem, forte concorrência externa e, finalmente, a possibilidade de um novo quadro de tarifas alfandegárias nos Estados Unidos. O contexto do setor europeu dos construtores de automóveis está longe de ser favorável à sua recuperação.
"É muito difícil prever quem será afetado e de que forma [com a nomeação de Donald Trump e a imposição de novas tarifas], mas será certamente um ambiente mais difícil para as indústrias automóvel e farmacêutica", afirma Anke Rindermann, diretor-geral da Morningstar DBRS.
A queda das vendas ao estrangeiro registada em agosto deverá repetir-se em setembro. Com a indústria europeia a tentar acomodar-se nos 'intervalos' da avalanche chinesa e com as medidas para a descarbonização, o sector reúne esta segunda-feira em Bruxelas para avaliar o seu 'estado de saúde'.
“Vocês merecem o aumento significativo que precisam”, disse Biden através de um megafone enquanto usava um boné do sindicato, depois de chegar a um armazém de distribuição de peças da General Motors localizado num subúrbio a oeste de Detroit, no estado do Michigan.
Foram matriculadas 78.838 viaturas no período entre janeiro e abril, o que significa um forte crescimento face ao ano passado, com destaque para o disparo . Ainda assim, face ao período pré-pandemia os dados não são positivos. Em comparação com 2019, observou-se uma perda de 16,8%
Só dando a devida importância ao sector do automóvel é que Portugal poderá posicionar-se como país pioneiro na corrida à descarbonização, não só no setor automóvel, mas em todas as outras indústrias.