Não me parece que o cenário de eleições antecipadas tenha qualquer espécie de viabilidade, e a prioridade deve ser dada à estabilidade política por pelo menos mais um ano.
António Leitão Amaro não poupa críticas ao Governo pelas propostas apresentadas no Orçamento de Estado para 2024, nomeadamente ao nível da dívida e política fiscal. "1,5% de crescimento no ano de 2024 é a continuação do arrastar de Portugal para a cauda da Europa", afirma.
Por uma vez, a oposição fala em uníssono: o alívio fiscal é uma charada para esconder a ausência de soluções para deixar mais dinheiro no bolso dos portugueses. Do Chega ao PCP, já se anuncia o cartão vermelho coletivo a um OE de aprovação garantida pela maioria socialista. Só PAN e Livre ainda pedem diálogo.
"O próprio governo, na página 116 do relatório do Orçamento do Estado reconhece que a carga fiscal vai subir de 24,9% do PIB para 25,2%, apenas em termos dos impostos", destacou Joaquim Miranda Sarmento após a apresentação do OE.
O economista, que lidera a bancada parlamentar do PSD, destacou em declarações à RTP, que "conhecemos pouco deste Orçamento do Estado mas tendo em conta o que foi a prática de orçamentos de anos anteriores, diz-nos que este é o OE em que os portugueses vão pagar cada vez mais impostos e a ter, cada vez mais, piores serviços públicos".
Em entrevista à TVI/CNN, Luís Montenegro repetiu que pretende ganhar as europeias, mas sublinhou que se candidatou à liderança do partido para “ganhar o país”, dando vários exemplos de líderes partidários que perderam europeias e depois venceram legislativas.
As declarações foram proferidas esta noite em entrevista à CNN Portugal, no ISEG, exatamente uma semana depois de António Costa ter sido entrevistado pelo mesmo canal televisivo.
O PSD responsabilizou hoje o presidente da Assembleia da República pelo facto de os 50 anos do 25 de novembro de 1975 estarem ainda fora do programa oficial das comemorações parlamentares do cinquentenário da Revolução dos Cravos, manifestando "choque".
Desde um IRS que pouco baixa, passando pelo documento que não dá respostas às pensões e salários, terminando numa inflação de 4,6%, os partidos não pouparam nas críticas.
A proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2024, na área fiscal, segundo o líder da bancada social-democrata, "mantém a linha das anteriores, ou seja, impostos máximos e serviços públicos mínimos".
Estão assim aprovados os acordos de Governo entre PSD e CDS-PP e o acordo de incidência parlamentar entre o PSD e o PAN que viabilizam maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira.
Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE: "A pergunta é: se o PS, nomeadamente o Governo, considera que esta proposta do PSD é possível e prevê já alguma coisa para o Orçamento do Estado para 2024 ou se, por outro lado, se vai manter intransigente".
António Proa, deputado do PSD, lançou o desafio ao chefe do Governo a propósito dos novos desenvolvimentos em torno da operação "Tempestade Perfeita", que envolvem, alegadamente, o atual ministro dos Negócios Estrangeiros: "Desafiamos o primeiro-ministro para que faça essa avaliação se ainda não a fez e que preste contas ao Parlamento".
"O Governo chega hoje ao ponto em que estávamos em 2016, portanto, nós tivemos estes oito anos a perder tempo e por isso é que tenho dito e repetido que este governo é uma perda de tempo. Neste caso é uma perda de tempo e dinheiro", sublinhou Montenegro.
O líder do CDS-PP Madeira disse que apesar de haver um acordo com o PAN, devem ser mantidos "canais de comunicação permanente com todos aqueles que venham por bem", admitindo "acordos pontuais" com outras forças representadas no parlamento regional.
O PAN referiu que o acordo "não é dar carta branca" ao PSD Madeira ou ao presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, mas antes "defender o cumprimento das propostas" que foram apresentadas durante a campanha eleitoral.
"Vejo com muita normalidade aquilo que está a acontecer na Madeira com todos os contornos específicos da Região Autónoma da Madeira", referiu Montenegro.
O presidente do PSD afirmou esta quarta-feira que "não é não" e excluiu o partido Chega de qualquer "acordo político de governação" que venha a ter de fazer no futuro, dizendo que "não vale a pena alimentar mais este assunto".