OE 2024. Chumbo do PSD “não é certo”, diz Luís Montenegro

As declarações foram proferidas esta noite em entrevista à CNN Portugal, no ISEG, exatamente uma semana depois de António Costa ter sido entrevistado pelo mesmo canal televisivo.

OE 2024. Chumbo do PSD “não é certo”, diz Luís Montenegro
Cristina Bernardo

Luís Montenegro descartou hoje a certeza do chumbo do Orçamento do Estado para 2024 pelo PSD, que será entregue ao início da tarde de amanhã, terça-feira, no Parlamento.

“Certo, certo, não será. Iremos aguardar a apresentação formal do documento”, afirmou o líder social-democrata quando questionado sobre a posição do partido em relação ao OE 2024.

As declarações foram proferidas esta noite em entrevista à CNN Portugal, no ISEG, exatamente uma semana depois de António Costa ter sido entrevistado pelo mesmo canal televisivo.

Sobre a amplitude do OE 2024, o advogado português afirmou que “a abordagem dos partidos a uma política com oito anos não é novidade”.

Montenegro faz questão de apontar a sequência de apresentações deste instrumento por António Costa – nove. “Desde o 25 de Abril”, apenas Aníbal Cavaco Silva somou o mesmo número apresentações, recordou.

“A diferença” nos mandatos dos dois governantes é, nas palavras do sucessor de Rui Rio, “elucidativa”.

“O OE para 2024 vai resolver o problema da falta de médicos de família, dos atrasos nas consultas, da falta de professores, da habitação, da situação das famílias mais vulneráveis economicamente?”, questionou Montenegro, ao que imediatamente respondeu negativamente.

Sobre a carga fiscal do país, o líder social-democrata mencionou a descida dos impostos proposta pelo PSD.

“Vai o primeiro-ministro libertar as pessoas e empresas da asfixia fiscal?”, continuou.

O advogado português diz ficar “satisfeito se houver aproximação da proposta do PSD”, não obstante o “ano de atrasado” com que a medida surgirá.

“António Costa tinha margem para fazê-lo em 2023”, sublinhou.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”