Parece que esta guerra durará poucos meses, porque a pressão eleitoral nos EUA acabará por ditar um cessar-fogo, mesmo implicando concessões importantes.
A subida no barril de petróleo e, principalmente, no gás natural, fez os investidores ganharem confiança. Também o sector automóvel cresceu esta segunda-feira.
Os países europeus não tinham alinhado com os EUA. Agora, desorientados com a escassez de gás natural mas sobretudo temerosos da avalanche de contestação social, os políticos europeus fazem marcha atrás.
As recentes medidas anunciadas pelo Governo, mais não são do que uma manobra de desinformação ao cidadão, difícil de aceitar no atual momento dramático que vivemos.
Vivemos um debate sobre os lucros excessivos. E o que penso sobre isso? Mesmo que a função principal de uma empresa se centre na maximização do lucro, as empresas apresentam grandes responsabilidades na sociedade.
A transição energética já não é apenas sobre travar o aquecimento global. É, cada vez mais, sobre segurança de abastecimento, transações justas, preços comportáveis e autonomia energética.
As sanções à Rússia saem a prestações e o impacto, que deveria ser de choque, tem efeitos mínimos. Mais, a Rússia continua a vender aos países ocidentais que não têm alternativa para abastecimento em termos energéticos.
Se a Europa deixar de comprar petróleo à Rússia, terá de o adquirir noutros mercados. Ou seja, se as sanções não forem bem pensadas, a Europa corre o sério risco de vir a ser a principal vítima delas.