Com esta subida, o valor do metro quadrado fixou-se nos 3.207 euros. As maiores subidas anuais registaram-se em Faro, Guarda, Bragança, Beja e Portalegre.
Inquérito da plataforma Imovendo revela que metade dos portugueses atribuem à crise económica a principal causa para o impacto no mercado imobiliário, enquanto 27,6% aponta responsabilidades às taxas de juro, 6,9% à guerra na Europa e 3,4% à queda do Governo.
Um dos temas que mais deu que falar no seu mandato foi a crise da habitação no país, cujas polémicas subiram de tom este ano com a aprovação do pacote 'Mais Habitação', aprovado no passado mês de outubro.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que os preços das casas em Portugal estejam sobrevalorizados em 20%, embora estejam a descer, e avisa que os bancos devem preparar-se para eventuais riscos relacionados com incumprimentos no crédito à habitação.
No período em análise, os preços das casas existentes aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 9,0% e 8,0%, respetivamente. Entre abril e junho realizaram-se 33.624 transações com um valor total de 6,9 mil milhões de euros, numa redução, face ao período homólogo ano anterior de 22,9% e 16,7%, respetivamente.
Estudo da Knight Frank revela um aumento exponencial no país desde que os valores da habitação atingiram o nível mais baixo no terceiro trimestre de 2020. Só nos últimos 12 meses, até junho de 2023, a subida foi de quase 50%.
Dados da imobiliária Knight Frank em parceria com a Quintela + Penalva elaborados entre dezembro de 2022 e julho de 2023 revelam que as descidas no segmento das casas de luxo capital portuguesa devem situar-se entre os 2% e 4%, ficando ao mesmo nível de Berlim, Edimburgo, Dublin, Los Angeles e Zurique.
Depois do susto causado com o default da Evergrande, agora foi a vez da Country Garden, a maior promotora imobiliária chinesa, de falhar o pagamento de dois cupões denominados em dólares. Medos de uma crise imobiliária na segunda maior economia do mundo agravam-se novamente.
Os preços das casas desceram 0,3% em julho face ao mês anterior, mas, em termos homólogos, caíram 2,4%, uma queda ligeiramente menor do que os 2,6% de junho, que foi o maior recuo desde junho de 2011.
“Apesar do crescimento acumulado nos últimos oito anos, o valor médio das habitações novas e usadas em Espanha está 19,2% abaixo do máximo de referência atingido em 2007", indica o relatório da consultora Tinsa.
Sem querer "lançar bombas" que deixem o mercado "assustado", Tiago Ferreira, Head of Operations Real Estate Portugal do Imovirtual & OLX, aborda em entrevista ao Jornal Económico (JE), o comportamento do mercado no primeiro semestre de 2023, bem como as perspetivas possíveis que este poderá trazer até ao final do ano.
Nos últimos 12 meses o preço das casas subiu 6,2% em Portugal, enquanto o Reino Unido registou a maior quebra desde 2009. "Em Inglaterra existe uma oferta superior em segmentos mais baixos e isso faz com que o mercado e os preços evoluam de outra forma", diz Ricardo Sousa, da Century21 Portugal. Economista defende que até fevereiro os preços "não vão aliviar".
Os preços das casas registaram aumentos em oito capitais de distrito no mês de julho. Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar habitação, com um valor de 5.349 euros/m2.
Na base deste cenário estão os aumentos das taxas de juro que levaram por consequência a um crescimento das taxas de hipoteca acima de 6%. Face ao mês de junho registou-se uma diminuição no preço das casas de 3,5%.
Estudo do 'idealista' aponta que a maioria das casas à venda em oito das 20 maiores cidades portuguesas concentra-se entre os 150 mil euros e os 300 mil euros.
Estudo da Knight Frank, associada da empresa portuguesa Quintela+Penalva, coloca Portugal entre os dez mercados onde o preço das casas mais cresceu no último ano, mas com sinais de desaceleração, após terem subido 3,8% nos últimos seis meses e 1,7% no último trimestre.
A nível nacional, a descida foi de 5,3%, numa altura em que muitas famílias se veem forçadas a colocar as casas à venda devido à subida das taxas de juro. Além disso, os negócios com clientes estrangeiros diminuíram 28% no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2022.
Face ao último trimestre do ano passado, os preços das casas desceram 0,7% na União Europeia, naquela que é a segunda queda trimestral depois da diminuição de 1,4% no quarto trimestre de 2022. Por sua vez, os arrendamentos registaram uma subida de 0,9%.
Entre março e maio deste ano foram transacionadas 33.800 habitações, face aos 31.800 fogos registados de dezembro de 2022 a fevereiro de 2023. Valor médio da transação foi de 2.130 euros/m2, num preço médio por fogo de 220.947 euros, o que representou um crescimento homólogo de 14,1%.
Os preços subiram em 12 capitais de distrito, onde se destacam Viana do Castelo (17,2%), Vila Real (12,1%) e Faro (11%). Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa, com um valor de 5.351 euros/m2.