Preços das casas em Portugal sobem 6,2% nos últimos 12 meses

Os preços das casas registaram aumentos em oito capitais de distrito no mês de julho. Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar habitação, com um valor de 5.349 euros/m2.

Preços das casas em Portugal sobem 6,2% nos últimos 12 meses
Casas

Os preços das casas em Portugal registaram um aumento de 6,2% nos últimos 12 meses, sendo que no final de julho de 2023, com o valor médio nacional a fixar-se nos 2.531 euros/m2, de acordo com os dados do índice de preços do ‘idealista’ divulgado esta terça-feira, 1 de julho.

Face ao mês em análise verificou-se uma subida de preços em oito capitais de distrito: Viana do Castelo (5,3%), Bragança (3%), Santarém (2,8%), Vila Real (2%), Portalegre (1,5%), Aveiro (1,4%), Funchal (1,2%) e Porto (0,8%).

Com um ligeiro crescimento estiveram Leiria (0,2%) e Setúbal (0,1%), tendo os preços descido em Ponta Delgada (-2.5%), Coimbra (-1,9%), Castelo Branco (-1,8%), Guarda (-1,5%), Beja (-0,9%), Viseu (-0,9%), Faro (-0,2%) e Évora (-0,4%).

Sem surpresas Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar habitação, com um valor de 5.349 euros/m2, seguindo-se o Porto (3.441 euros/m2), Funchal (2.979 euros/m2), Faro (2.916 euros/m2), Aveiro (2.535 euros/m2), Setúbal (2.309 euros/m2), Évora (2.203 euros/m2), Viana do Castelo (1.949 euros/m2), Coimbra (1.808 euros/m2), Braga (1.702 euros/m2), Ponta Delgada (1.675 euros/m2), Vila Real (1.362 euros/m2), Viseu (1.322 euros/m2), Leiria (1.311 euros/m2) e Santarém (1.129 euros/m2).

Abaixo dos mil euros\m2 encontram-se Guarda (720 euros/m2), Portalegre (728 euros/m2), Castelo Branco (811 euros/m2), Bragança (894 euros/m2) e Beja (926 euros/m2).

Em relação aos distritos\ilhas, as maiores subidas de preços tiveram lugar em Portalegre (5,9%) e ilha do Faial (3,8%), Viana do Castelo (3,6%), ilha de Porto Santo (2,3%), Guarda (2,1%), ilha da Madeira (1,8%), Setúbal (1,4%), Santarém (1,1%), Aveiro (1%), ilha Terceira (0,8%), Leiria (0,6%) e (0,4%), Vila Real (0,4%) e Faro (0,1%).

Em sentido inverso, registou-se uma descida de preços na ilha de São Jorge (-5,6%), Bragança (-3,2%), Coimbra (-2%), Braga (-1,3%), Castelo Branco (-1,2%), Porto (-0,8%), ilha de São Miguel (-0,7%), Lisboa (-0,6%), Viseu (-0,5%), Évora (-0,4%) e ilha do Pico (-0,3%).

Também aqui Lisboa (3.859 euros\m2) lidera os distritos mais caros para comprar casa, seguindo-se Faro (3.177 euros/m2), ilha da Madeira (2.616 euros/m2), Porto (2.483 euros/m2), Setúbal (2.433 euros/m2), ilha de Porto Santo (1.971 euros/m2), Aveiro (1.690 euros/m2), Leiria (1.523 euros/m2), Viana do Castelo (1.517 euros/m2), Braga (1.509 euros/m2), ilha de São Miguel (1.499 euros/m2), Évora (1.437 euros/m2), Coimbra (1.405 euros/m2), ilha do Faial (1.309 euros/m2), ilha do Pico (1.293 euros/m2), ilha Terceira (1.118 euros/m2), Santarém (1.080 euros/m2), ilha de São Jorge (1.056 euros/m2) e Beja (1.048 euros/m2).

Com valores inferiores a mil euros\m2 estão a Guarda (668 euros/m2), Portalegre (703 euros/m2), Castelo Branco (847 euros/m2), Bragança (848 euros/m2), Vila Real (979 euros/m2) e Viseu (993 euros/m2).

Ao nível das regiões registaram-se no mês de julho aumentos no Alentejo (4,3%), Região Autónoma da Madeira (1,8%) e Algarve (0,1%), tendo sido verificadas quebras na Região Autónoma dos Açores (-0,9%), Norte (-0,6%) e Área Metropolitana de Lisboa (-0,4%).

Contudo, a Área Metropolitana de Lisboa com 3.492 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar habitação, seguida pelo Algarve (3.177 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (2.607 euros/m2) e Norte (2.107 euros/m2).

Do lado oposto encontram-se a Região Autónoma dos Açores (1.346 euros/m2), o Centro (1.400 euros/m2) e o Alentejo (1.588 euros/m2) como as regiões mais baratas para comprar casa.

Relacionado

Entrada para uma casa subiu 86% em Lisboa e mais que duplicou no Porto em cinco anos

Entrada para uma casa subiu 86% em Lisboa e mais que duplicou no Porto em cinco anos

Rodolfo Alexandre Reis27 Jul
Estudo sobre crise da habitação nas grandes cidades da Fundação Francisco Manuel dos Santos alerta para agravamento nas condições de acesso à habitação para compra e arrendamento. E defende soluções como o estímulo a projetos built-to-rent com "garantias reais de estabilidade fiscal" num horizonte temporal alargado ou a subsidiação de proprietários para responder à subida rápida de taxas de juro.