Com esta subida, o valor do metro quadrado fixou-se nos 3.207 euros. As maiores subidas anuais registaram-se em Faro, Guarda, Bragança, Beja e Portalegre.
No trimestre homólogo o aumento tinha sido fixado nos 17,5%. O valor do metro quadrado é agora de 2.337 euros, em comparação com os 1.951 euros do primeiro trimestre de 2025.
Os dados do INE indicam que 87% das vendas e transações são feitas entre portugueses, sendo que 80% das vendas são troca de casa. "Isto é a base que justifica a dinâmica dos preços que estamos a viver", afirma Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal.
Manuel Maria Gonçalves refere que "infelizmente", ainda não há a estabilização de preços que o país precisa e considera que a imigração é fundamental para o setor. Sobre o défice de 300 mil casas identificadas pelo Banco de Portugal, o CEO salienta que "número deixou de ser uma narrativa do setor privado e passou a ser um objetivo de política pública".
Em relação ao trimestre anterior a subida foi de 4,6%, sendo que no primeiro trimestre de 2026 registaram-se 37.750 transações, uma quebra de 9,4% (41.600), face ao último trimestre de 2025.
Em janeiro, o valor era de 3.649 euros/metro quadrado, tendo descido 16 euros no final de março para os 3.633 euros/metro quadrado, enquanto o preço mediano caiu dos cerca de 420 mil para os 413 mil euros. Já no mercado de arrendamento, o preço médio subiu de 16,03 euros/metro quadrado para 16,13 euros/metro quadrado nos primeiros três meses do ano.
O aumento mais expressivo aconteceu em Vila Real, que passou dos 98.500 euros em 2022, para os 213.300 euros no último ano, um crescimento de 114.750 euros. O pódio fica completo com Faro e Setúbal que registaram subidas próximas dos 100 mil euros. Bragança, Portalegre e Castelo são os únicos distritos onde atualmente é possível adquirir uma habitação de 90m2 por um valor abaixo dos 100 mil euros, segundo o estudo “Acessibilidade à Habitação” da mediadora Century 21 Portugal.
Entre os Estados-membros, os maiores aumentos homólogos dos preços das casas foram registados na Hungria (21,1%), em Portugal (17,7%) e na Bulgária (15,4%), com a Finlândia a apresentar o único recuo (-3,1%).
Esta é a primeira vez desde 1988 que os preços sobem mais que 22,0% no espaço de apenas um ano, sendo o anterior quadro de mercado de subidas da ordem dos 20,0 a 21,0% observado em entre 1989 e 1991. A nível trimestral o aumento foi de 6,9%.
Os dados do relatório anual de preços de venda do idealista revelam que 18 capitais de distrito registaram aumentos, destacando-se Beja, com uma impressionante subida de 33%, seguida por Santarém (29,6%) e Guarda (20%).
As estimativas da Confidencial Imobiliário apontam para 40.450 transações de habitação em Portugal Continental no segundo trimestre, com o preço médio de venda a atingir os 2.778 euros/m2, alcançando os 3.771 euros/m2 nos imóveis e os 2.559 euros/m2 nas casas usadas.
Preços das casas aumentaram 176% na capital entre 2014 e 2024. Em 2015, Portugal ocupava o 22º lugar entre 27 países da UE em termos de inacessibilidade à habitação. Hoje, ocupa o primeiro lugar. Lisboa "dá prioridade aos desejos dos consumidores globais", sublinha o jornal "The Guardian".
O preço das casas antigas em 2024 iguala o valor das casas novas de 2019, revela o estudo “Unlocking the Potential of Portugal’s Residential Market” da CBRE que aponta soluções de investimento em Portugal para combater a crise habitacional.
De acordo com o Imovirtual, o valor médio dos imóveis para arrendar em Portugal cresceu para 1.300 euros em abril, já o preço médio de venda a nível nacional subiu para 397.000 euros.
O valor do m2 fixou-se nos 2.775 euros, com Lisboa a ser o único distrito onde os preços não aumentaram, tendo registado uma ligeira descida de 0,3%, face ao período homólogo de 2023.
Com habitações acima de um milhão de euros, Cascais ocupa o 18.º lugar do ranking elaborado pelo 'idealista'. As oito primeiras posições pertencem a Lisboa, sendo a Amadora o município mais procurado para comprar casa e um dos dez com um preço inferior a 300 mil euros (270.074 euros).
Dados do estudo da Century 21 Portugal indicam que 42,3% dos jovens da Área Metropolitana de Lisboa optavam por um aumento no salário e 57,7% uma descida no preço das casas, enquanto na Área Metropolitana do Porto, 43,1% prefere uma subida no salário e 56,9% uma quebra no preço da habitação.
Estudo da Century 21 Portugal indica que os jovens entre os 36 a 40 anos, só 31% acreditam que vão conseguir comprar casa dentro de cinco a dez anos. Um desafio agravado pelo facto da maior parte dos imóveis para oferta terem preços acima dos 300 mil euros.