Este pedido surge na sequência da decisão do Tribunal Constitucional (TC), que invalidou a eleição dos atuais órgãos dirigentes do PAN, realizada no último congresso em dezembro de 2025.
PSD e CDS-PP discordaram da decisão de dissolver parlamento regional e convocar eleições antecipadas enquanto que a oposição concordou com posição do Presidente da República.
“Aquilo que o PAN sempre disse é que iria respeitar qualquer que fosse a decisão de Marcelo, era ele a quem competia tomar este tipo de decisões, nós compreendemos a análise que o mesmo fez […] e o porquê de ter decidido desta forma, que é uma forma legítima”, afirmou Mónica Freitas.
“O PAN, numa atitude responsável e fazendo sempre parte da solução, está preparado para qualquer que seja a decisão do Presidente da República. Consideramos que a Madeira está numa situação em que é importante dar voz aos cidadãos, mas é importante também garantir as condições de governabilidade e de estabilidade para a população”, afirmou Mónica Freitas deputada da força partidária.
O Presidente da República recebe esta quarta-feira, a partir das 10h00, os partidos com assento parlamentar na Assembleia da Madeira. Às 18h00, Marcelo irá reunir o Conselho de Estado.
A reunião entre as comitivas do BE e do PAN foi a primeira da ronda pedida pelos bloquistas a todos os partidos de esquerda e ecologistas na sequência das eleições legislativas de 10 de março, tendo ao final de uma hora de encontro falado aos jornalistas Mariana Mortágua, pelo BE, seguida de Inês de Sousa Real, do PAN.
"O que lhe posso dizer é que hoje foram registados, carregados e estão a ser contados cerca de 150 mil votos. É o resultado do dia", afirmou Fernando Anastácio, que admitiu também a existência de votos anulados, como noutros atos eleitorais.
“Não sabemos quem é que estará em condições de formar Governo”, afirma Inês Sousa Real acrescentando que há que "aguardar para perceber qual a formação governativa que vai sair”.
O que fica é um governo de direita fraco, refém de acordos, assombrado por 48 deputados com o discurso anti-sistema. Os tempos são exigentes para governo e oposição. E esse deve ser um entendimento comum.
"Marcelo Rebelo de Sousa tem levado o país para ciclos eleitorais, não podemos brincar com a vida das pessoas", criticou Inês Sousa Real na noite eleitoral.
A porta voz do PAN frisou "que é preciso contar freguesias mais numerosas" e reforçou que o partido deve "aguardar". "Os resultados estão em crescimento face aqueles de 2022", destacou a líder.
"A ideia é reconverter as fontes de energia fósseis em energia limpa propondo a nível da República que as empresas que acedam a estes critérios, tenham benefícios em sede de IRC", disse o PAN.
A candidatura do PAN, pelo círculo eleitoral da Madeira, defendeu também uma ligação marítima regular com o continente dando à população uma alternativa.
Do aumento do salário mínimo às mexidas nos escalões do IRS, conheça as medidas que os partidos e que vão influenciar a política de rendimentos na próxima legislatura.
A generalidade dos partidos apresenta nos seus programas eleitorais várias medidas para a valorização da carreira dos profissionais de Saúde. No entanto, existem outras medidas em destaque relativamente à Saúde em Portugal.
A habitação tem sido uma das áreas em maior foco na campanha para as legislativas. Conheça algumas das propostas mais importantes que constam nos programas eleitorais dos partidos.
O sector do Ensino Superior e Ciência, estratégico para o futuro do país tem passado pelos pingos da indiferença dos cabeça de cartaz às eleições do próximo domingo, mas os programas dos partidos, da esquerda à direita, estão cheios de propostas, umas mais concretas do que outras, bem entendido. Para ajudar a esclarecê-las, o SNESup promoveu o debate com representantes dos oito partidos com assento parlamentar na última legislatura. O JE faz-lhe uma síntese do que foi dito.
O Chega, Iniciativa Liberal, e PAN, que teve acordo parlamentar com PSD, fecham a porta a entendimentos com Albuquerque num cenário de eleições antecipadas. O CDS-PP não respondeu mas líder regional esclareceu que o partido não pediu saída de Albuquerque, mas sim que a demissão deveria ter efeitos imediatos e que PSD deveria indicar um sucessor.
“Luís Montenegro optou por dar a mão a um conservadorismo e fazer uma campanha digna dos tempos de 1970, ao invés de estar no século XXI a acompanhar aquele que é o progresso civilizacional e as preocupações como as que o PAN defende como o respeito pela vida animal ou o combate às alterações climáticas”, afirmou Inês Sousa Real.