Este pedido surge na sequência da decisão do Tribunal Constitucional (TC), que invalidou a eleição dos atuais órgãos dirigentes do PAN, realizada no último congresso em dezembro de 2025.
"A partir do momento em que está aberto ao diálogo e a partir do momento em que conseguimos ter estes consensos e conseguimos trabalhar em conjunto, alinhavando aqueles que são os nossos valores e os nossos princípios, nós estamos disponíveis para deixar passar", disse a líder do PAN, Mónica Freitas.
As negociações entre os partidos e o Governo da Madeira prosseguem esta quarta-feira e quinta-feira com o intuito de se chegar a uma solução que permita aprovar um novo Programa de Governo na Assembleia Legislativa da Madeira.
"Neste momento, o problema dos madeirenses deixou de ser Miguel Albuquerque, a partir do momento que já fomos a eleições, que o PSD foi o partido com mais votos e o representante da República considerou que Miguel Albuquerque tinha condições para ser indigitado presidente do Governo", disse a líder do PAN Madeira, Mónica Freitas.
Partidos da oposição e Albuquerque trocaram acusações. A Iniciativa Liberal admitiu viabilizar Programa de Governo e Orçamento se, depois, PS e JPP apresentassem uma moção de censura. Se fosse aprovada implicaria queda do executivo. Mas Estatuto Político Administrativo não é claro sobre o que acontece se não for aprovada moção de confiança.
O Programa de Governo da Madeira é discutido a partir desta terça-feira na Assembleia Regional. A votação decorre na quinta-feira. PS já anunciou voto contra e Chega deve seguir o mesmo caminho. PSD deve necessitar da abstenção do JPP para viabilizar documento. O líder do executivo diz existirem condições para aprovar documento. Na política fiscal, orçamental, e financeira constam ainda medidas que visam o desagravamento fiscal e um modelo de desenvolvimento assente em boas contas públicas e na redução da dívida pública.
Para a líder do Partido Pessoas-Animais-Natureza, que falava em Sines, no distrito de Setúbal, a decisão de “cortar nas disciplinas ou na carga horária vai traduzir-se necessariamente num corte dos professores”.
O presidente do Governo Regional da Madeira (PSD) procura apoios para ter uma maioria parlamentar que assegure aprovação do Programa de Governo e da moção de confiança. Debate começa na próxima semana.
“Não estamos satisfeitos com a não eleição do Pedro Fidalgo Marques ao Parlamento Europeu e, portanto, nós gostaríamos de muito repor a verdade e repor a eleição de Pedro Fidalgo Marques, mas não foi possível”, salientou Ernesto Morais no quartel-general do partido para a noite eleitoral, no Teatro Thalia, em Lisboa.
“É sempre de salutar quando temos descida da abstenção. Neste momento em relação a 2029 tivemos mais votação”, disse Pedro Fidalgo Marques aos jornalistas à chegada pelas 19:10 ao quartel-general do partido para a noite eleitoral, no Teatro Thalia, em Lisboa.
“Há aqui um ato muito importante a tomarmos nos próximos cinco anos que vão ditar o futuro da Europa, mas também o futuro de Portugal e acima de tudo das causas que as pessoas querem ver representadas no Parlamento Europeu. Não deixem que os outros decidam por eles, é fundamental garantirmos e robustecermos a democracia”, sublinhou.
A sondagem da Intercampus publicada esta quinta-feira, 6 de junho, pelo "Correio da Manhã" coloca o Chega na casa dos 12% e dá à Iniciativa Liberal o quarto lugar, com 9%. Expressivo é o número de indecisos, agora nos 12,5%.
A criação de um Fundo Social para as Migrações é uma das propostas do PAN e tem como um dos seus objetivos "gerir contributos e compensações financeiras" dos Estados-membros da União Europeia que assegurem o apoio a políticas de integração.
“E o PAN vai estar nessa linha da frente. Confiamos que no dia 09 de junho os portugueses confiam o seu voto no PAN, para podermos dar a nossa voz e garantirmos que desbloqueamos [a lei do restauro] no Conselho Europeu”, sublinhou Pedro Fidalgo Marques, que, acompanhado pela líder do partido, Inês de Sousa Real, assinalou o Dia Mundial do Ambiente com uma visita ao moinho de Maré da Mourisca, no estuário do Sado, em Setúbal.
"O Parlamento Europeu deve incentivar a adoção de tecnologias inovadoras e sustentáveis no sector dos transportes. Isto inclui o apoio a projetos de mobilidade elétrica, energias renováveis e a implementação de sistemas de transporte inteligentes", disse Válter Ramos, candidato deste partido às eleições europeias.
“Esperava mais. Não podemos cuidar da saúde com paliativos. Precisamos de ter, efetivamente, uma intervenção de maior valorização das carreiras e o plano apresentado por Luís Montenegro continua a não ter a valorização das carreiras dos médicos e dos enfermeiros para não continuarmos a ter uma postura por parte do Governo, neste caso do Governo de Luís Montenegro, que deixa apenas para os privados as soluções dos problemas de saúde do nosso país”, afirmou Inês Sousa Real.
“Neste momento, vamos aguardar pelas soluções e pelas alternativas. Não vamos tomar nenhuma decisão, nem vou estar aqui a tomar decisões sem falar com a comissão política regional, sem falar com a comissão política nacional e sem sequer ter cenários concretos em cima da mesa. Neste momento, são hipóteses”, disse a porta-voz do PAN Madeira, Mónica Freitas.
Estas audições aos partidos com assento parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira começam com o PAN às 10h00 seguindo-se a Iniciativa Liberal (11h00) e o CDS-PP (12h00). Durante a tarde, será a vez do Chega (14h00), JPP (15h00), PS (16h00) e PSD (17h00).
A governação na Madeira pode enfrentar um simples ou complexo puzzle, que será determinado pela vontade (ou não) dos partidos em gerarem entendimentos, quer sejam governamentais, parlamentares ou pontuais. O PSD venceu as eleições e tem a possibilidade de formar maioria absoluta no Parlamento, mas enfrenta exigências do Chega. O PS quer iniciar diálogo com os outros partidos para formar um governo sem o PSD.
O JPP reforçou o apelo à população para que "continue a confiar na palavra" do partido e na sua "capacidade de governança", e afirmou que este é o "momento para construir estabilidade".
Ireneu Barreto começa por ouvir, na terça-feira, o PAN às 10h00, seguindo-se a Iniciativa Liberal e o CDS-PP. Durante a tarde, será a vez do Chega, JPP, PS e PSD.