Semana marcada por novos máximos históricos dos mercados acionistas, apesar do shutdown do governo dos EUA. Porém, o S&P 500 perde mais de 20% em 2025, quando cotado em ouro.
E para meados de 2026 o UBS coloca o preço desta matéria-primeira nos 3.900 dólares por onça (3.320 euros). O banco alerta que o "principal risco" para este metal é que a Reserva Federal norte-americana seja forçada a aumentar taxas de juro devido a "surpresas na inflação".
Os analistas da XTB defendem que "o mercado já precificou" antes o facto de o governo de François Bayrou ter perdido o voto de confiança. "Mas os maiores riscos vêm do que pode acontecer nas próximas semanas ou meses", alerta a corretora.
Portugal conta com menos ouro face ao início do século, mas valor da reserva disparou mais de 500% com cotação a subir nos mercados internacionais à boleia da instabilidade geopolítica e económica. Só no espaço de cinco anos, durante o mandato de Mário Centeno, disparou mais de 80%, com a pandemia, invasão da Ucrânia e Trump.
Sessão desta sexta-feira ficou marcada pela divulgação dos números do emprego em agosto. De acordo com o Bureau of Labor Statistics (BLS), a taxa de desemprego subiu para 4,3%, resultando em 22 mil novos postos de trabalho, um valor abaixo do esperado.
O CEO da ActivTrades, Ricardo Evangelista e o CEO e asset manager da DHF, Bas Kooijman dizem ainda que outros fatores como as tarifas e a flexibilização monetária estão a levar os investidores a procurarem ativos de refúgio como o ouro.
Ouro e prata estão em máximos históricos nas cotações em euros. Há vários fatores que explicam esta evolução, não necessariamente os mesmos para os dois metais.
Segundo fontes citadas pela agência noticiosa, o calendário e o montante exato da operação ainda estão em discussão, mas o processo poderá arrancar já este mês, impulsionado pelo forte interesse dos investidores nos elevados preços do ouro.
Desde a última revalorização do ouro, em 1988, o preço deste multiplicou-se por oito, pelo que é mais do que chegada a hora de fazer uma nova operação semelhante.
Num contexto marcado por tantas incertezas, a posição do ouro como ativo refúgio "deverá continuar a proporcionar suporte em torno do patamar" dos 3.300 dólares (2.910 euros), destaca o analista da ActiveTrades.
O depósito de metais preciosos neste país registou um aumento de 88% em comparação com o mesmo período do ano passado. Visto como a “Genebra do Oriente”, Singapura tem a reputação de ser uma jurisdição segura, com estabilidade política e económica.
Em 2024, o ouro do Banco de Portugal valorizou oito mil milhões de euros face aos 23 mil milhões de euros do ano anterior, "em resultado exclusivamente da forte valorização ao longo do ano".
"Estas vulnerabilidades surgiram porque os mercados de matérias-primas costumam estar concentrados em poucas empresas, frequentemente com alavancagem, e o grau de opacidade resultante do uso de derivados OTC [over-the-counter, em inglês, ou ‘de balcão’]", lê-se no relatório do BCE.
Para o CEO da ActivTrades, Ricardo Evangelista, o nível dos 3.300 dólares [do ouro] "começa agora a afirmar-se como uma zona de suporte relevante, com potencial para desencadear movimentos de compra sempre que os preços recuam abaixo desse patamar".
O metal precioso continua a subir tendo superado os 3.500 dólares, depois de o presidente dos EUA ter atacado diretamente o líder da Reserva Federal exigindo cortes nos juros.