O preço da onça de ouro, considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, continua a subir perante o crescente conflito no Médio Oriente, tendo ultrapassado hoje 1.980 dólares, o nível intradiário mais elevado desde julho passado.
A incursão dos militantes do Hamas em território controlado por Israel pode levar a uma maior perceção de risco pelos investidores, já penalizados pela incerteza e pelo aperto monetário em curso.
Segundo um relatório da OCU, algumas marcas de azeite chegaram mesmo a subir para os 12 euros. E o ouro líquido destaca-se como o produto que ficou mais caro no ano, 52,5% no último ano.
Quanto mais planetárias são as crises, mais as instituições tendem a refugiar-se no ouro como ativo 'de passagem', à espera de melhores dias. Os países emergentes também estão em alta - ao contrário do que se passa com a moeda chinesa.
O preço do outro subiu mais de 11% em dois meses e está agora a aproximar-se do patamar dos 2.000 dólares por onça, numa altura em que aumenta a procura pelo chamado "metal amarelo" por parte dos bancos centrais.
Num mundo cada vez mais incerto, o ouro negoceia perto do máximo histórico e volta a subir ao pódio dos ativos de refúgio, com a ajuda da quebra das moedas digitais. Estará a onça do metal amarelo a caminho de um novo recorde?
Os receios com a entrada em recessão da economia norte-americana, a par da crise bancária e das tensões geopolíticas, estão a contribuir para esta escalada.
Apesar das fortes subidas das taxas de juro nos Estados Unidos, que normalmente prejudicariam o valor deste ativo, o ouro conseguiu resistir aos primeiros meses do ano, registando uma subida de 8,5%.