Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
A guerra da Ucrânia transformou-se num divisor de águas que pode encerrar abruptamente o domínio hegemónico norte-americano. Vários erros estratégicos têm tornado irreversível a trajetória de declínio.
“Queria ouvir e escutei a opinião de Putin (…) As posições estão muito distantes, é preciso dar muitos passos para chegar mais perto do fim da guerra, mas o passo mais importante foi o estabelecimento de contactos e vou continuar a trabalhar", afirmou Orbán em declarações à imprensa no âmbito da sua visita de surpresa à capital russa, que motivou críticas dos seus pares europeus.
Segundo o presidente russo, as sanções ocidentais tornaram a Rússia ainda mais autossuficiente, tendo o consumo privado e investimento interno permanecido resilientes.
A indústria que devemos atrair para o nosso país não é aquela que se deslocou para países com mão de obra mais barata no final do século passado, mas sim uma indústria de elevado valor acrescentado.
Até há pouco todos nós considerámos que vivíamos em paz, isto é, que a prioridade do investimento público se centrava na “manteiga”. De um dia para o outro, tudo mudou.
Avançar para as privatizações nas 'Áfricas' não é apenas uma oportunidade, mas sim o reconhecimento de factores que fazem desta ocasião um bom 'business match', norte-sul.
O Ocidente cometeu um erro muito grave ao ajudar a unificar uma grande parte da elite russa e da população russa em torno de Putin com as suas sanções e a sua difamação da Rússia", comentou fonte próxima do Kremlin.
Convém questionarmo-nos se a solução que vier a ser encontrada para o conflito será melhor para Kiev do que aquela possível de obter em 2022. Seguramente que não.
Talvez para nós, no Ocidente, a lição principal do Confucionismo deva ser a necessidade de reconstruirmos o mérito como elemento principal da governança política e da política.
Alegando defender a Ucrânia e a própria Europa, os EUA esqueceram-se do mais importante conselho de Sun Tzu, “A excelência suprema consiste em subjugar o inimigo sem ter de lutar”.
Enquanto a Ásia discute como incrementar a renda per capita, o Ocidente ignora a premência de incrementar a competitividade, produtividade e qualidade de vida e educação.
Não falta no mundo quem se esqueça que a paz faz-se com os inimigos. Mas é inegável que, se queremos evitar a guerra, temos de nos preparar para ela, como reza o adágio latino.
Mais um estudo da Associação Gallup International (GIA) refere que o mundo olha para 2024 como um pronúncio para os piores desastres. Uma guerra nuclear incluída.
"É evidente que o coletivo do Ocidente quer desestabilizar a situação no país", declarou a porta-voz da diplomacia russa Maria Zakharova, citada pela agência pública RIA Novosti.
Inaugura hoje, pelas 18h30, no Museu do Oriente, em Lisboa, a exposição “Oriente-Ocidente: a origem dos jogos tradicionais”, da escultora Concha Orey, inspirada na troca de conhecimento lúdico entre povos.