Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
Desde 2019 que os Países Baixos não reviam em alta o seu nível de ameaça. A guerra em Gaza e os apelos do que resta da Al Qaeda e do Estado Islâmico foram as razões da revisão em alta.
"Até agora não vimos qualquer sinal de Kiev ou dos seus senhores de que estão prontos para um acordo político", disse o chefe da diplomacia russa numa conferência de imprensa em Skopje, onde participou na 30.ª reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
A integração da Região Administrativa Especial de Macau na Grande Baía proporciona a Portugal, e aos países de língua portuguesa, a possibilidade de interação direta com esse espaço. Para tal, o papel do Fórum de Macau é fundamental.
O conflito israelo-palestiniano não é uma guerra local, mas teatro de uma guerra que nos envolve a todos, não no sentido de uma guerra mundial, mas de uma guerra da história, da representação da própria história.
O Ocidente está em perda lenta e cada vez tem mais dificuldades em trabalhar com os países do Sul Global. A UE, com as suas divisões internas, com relevo para a energia, não ganha peso específico.
Apesar de diferenças profundas e até de alinhamentos internacionais distantes, foi possível um consenso que poderá proporcionar aos BRICS uma viragem na dinâmica de mudança a nível global.
Deus nos afaste do juízo popular, porém, creio que já é tarde. Este, manobrado pelos meios de comunicação, até às feras atiram quem desagrada ao poder.
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje ter ordenado o aumento da produção dos 'drones' 'kamikaze' russos 'Kub' e 'Lancet', produzidos pelo consórcio militar Kalashniko, tendo como pano de fundo o conflito na Ucrânia.
Washington já percebeu que o seu plano falhou, os ucranianos começam a perceber que não chegarão à Crimeia, e os russos que apenas assegurarão aquilo que controlam.
O caminho parece ser um alargamento equilibrado que reforce qualitativamente o seu peso no Mundo, no sentido de construir a Nova Ordem Internacional que promova uma participação mais equitativa.
Criou-se uma maioria ignorantíssima que esmaga a minoria crítica, atabafando-a e, pior, julgando que está a cumprir os ditames da democracia, quando, afinal, está a ser selvagem e ditadora.
O salão automóvel de Xangai foi um autêntico choque para os construtores ocidentais. Permitiu-lhes o contacto com o seu atraso tecnológico face à China, neste domínio.
Na ocupação do mercado mundial, a China vai defrontar-se com vários outros problemas, nomeadamente o da certificação europeia e norte-americana. Mas poderá conquistar fatias de mercado no Sul Global, onde aquela não é exigida.
Fala-se da guerra da Ucrânia outra vez para que as pessoas no Ocidente não se esqueçam, para manter vivo não sei bem que sentimento: patriotismo, de quem? Democracia, como?
Seja qual for o vencedor das eleições no país, herdará uma política externa feita de equilíbrios e da gestão da posição geopolítica funcional que a Turquia tem, mas que também foi construindo.
Liz Truss junta-se a uma lista crescente de representantes eleitos e ex-funcionários dos Estados Unidos, Japão e países europeus que visitaram Taiwan, nos últimos anos, numa reação às tentativas da China de isolar a ilha da comunidade internacional.
Esta não é uma oportunidade de mudança de regime na Turquia; é "A" oportunidade. Dificilmente, nos próximos anos, se conjugarão de forma tão desafiadora para Erdogan as condições que hoje se reúnem.