Ao sair do cinema depois de revisitar no ecrã a obra de que todos falam ultimamente, dei por mim a pensar: como é que uma história com quase três mil anos continua a prender-nos e a dominar as conversas do dia a dia?
Os exageros de Trump acentuam os perigos de reduzir a política ao uso da força. A arte de governar requer não apenas conquistar o poder, mas mantê-lo. O que diria Maquiavel a Trump?
Os Estados Unidos celebram 250 de soberania. Até aqui, tudo rima com aniversário. Mas Trump e acólitos transformaram a ocasião num pretexto para rever a história do país.
Original de 1986, “América” é fruto da viagem que Jean Baudrillard realizara aos Estados Unidos no ano anterior. Nesta narrativa provocadora, o filósofo e sociólogo reflete sobre o país que vive numa hiper-realidade, onde as imagens se sobrepõem ao real.
O debate público em Portugal está, neste momento, completamente armadilhado. E vive refém de um partido populista no qual a esmagadora maioria dos portugueses não se revê ou confia.
O périplo do escritor neerlandês Jan Brokken pela Estónia, Letónia e Lituânia, e enclave russo de Kaliningrado, marcou-o a tal ponto que verteu para livro essa experiência. Da mesma forma que a Índia foi uma revelação para José Ignácio de Andrade, que fez dela o objeto de análise das cartas que escreveu à mulher.
Mário Cruz, fotojornalista e mentor da Narrativa, diz ao JE que esta galeria-biblioteca aconteceu na sua vida porque “se chateou” com o jornalismo. Três anos depois, o projeto tem público fiel, workshops esgotados e um rol de fotógrafos premiados a sair das suas fileiras.
A Contraponto publica a 22 de maio “Se Eu Quisesse, Enlouquecia”, a biografia de Herberto Helder, fruto de sete anos de trabalho do sociólogo e investigador João Pedro George.
Mikhail Shishkin tenta, com este livro, explicar-nos – a nós, leitores ocidentais – a Rússia, a sua guerra e como o povo russo está refém de uma classe de dirigentes políticos que construiu uma doentia noção de nacionalismo.
Em 2025, dificilmente existirá alucinação cosmopolita que consiga esconder o crescente clima de agitação social, política e cultural provocado pela imigração extra-europeia.
Perpetuam-se alguns mitos que incentivam a guerra entre sexos e que denigrem a vida familiar, transformando-a em terreno de sindicalismo e de agitação revolucionária.
A “nova história” da Ucrânia começou a ser desenvolvida no período pós-independência, assumindo contornos muitos especiais a partir do golpe de estado de 2014.
Não podemos aceitar que continue em vigor a narrativa do presidente omnipresente e omnipotente, pois isto leva-nos a questionar qual o papel de ministros, secretários de Estado e toda a sua equipa de auxiliares.
O escritor argentino Hernán Diaz vence o Prémio Pulitzer de ficção com “Confiança”, um romance sobre amor e poder, com os EUA em pano de fundo. Uma obra que também esteve nomeada para o Prémio Booker, um dos mais importantes da língua inglesa.
Estudo da consultora LLYC revela que para muitos CFOs, a fórmula para despertar o interesse dos investidores este ano passa por "definir muito bem e atualizar quase em tempo real a história corporativa da empresa".
A narrativa da fraternidade, dos laços de amizade histórica, da partilha da língua é parte da relação luso-brasileira e tem dificultado a construção de uma sintonia entre a auto-imagem de um país e a respectiva percepção pelo outro.
Desejo sinceramente que a Rússia seja derrotada; mas temo que os vencedores saiam imaculados, limpos de qualquer mal, sem nunca termos percebido a verdadeira realidade dos factos.