O secretário-geral do Partido Socialista deixou claro que não rejeita uma coligação pós-eleitoral entre os dois partidos, no debate com Mariana Mortágua. A líder do Bloco de Esquerda incidiu a maioria das críticas no sector da Saúde, em particular nas dificuldades vividas pelo SNS.
Rui Rocha e Mariana Mortágua divergiram em quase tudo, no debate na CNN, nesta quinta-feira, com o líder da IL a acusar constantemente a adversária de “demagogia” e a coordenadora do BE a colar os liberais aos ricos.
Em resposta a Luís Montenegro, a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda voltou a abordar o Novo Regime de Arrendamento Urbano criado em 2012 que resultou das imposições da troika em 2011 e veio descongelar os contratos anteriores a 1990 e facilitar despejos.
O banco público “pode fazê-lo e, ainda assim, continuar a ter lucros positivos", desafiou Mariana Mortágua. O BE estima que a poupança chegue aos 200 euros mensais às famílias.
Foram tiradas a ferros as divergências dos dois partidos de esquerda. Conversa amena com dificuldades em explicar como podem fazer crescer a economia e com um alvo muito claro, a AD de Luís Montenegro.
Para o BE, "cabe ao Ministério da Administração Interna, à PSP e ao município de Lisboa garantir a legalidade e proteger os cidadãos, tomando as medidas para impedir esta ação".
A líder do BE já tinha assumido o compromisso de, após as legislativas de março, “negociar um acordo de maioria para um programa de Governo” de esquerda, que terá que ter medidas concretas para resolver problemas na saúde, educação, habitação ou salários.
“A Autoeuropa é um exemplo de como o investimento pode ser estruturante, de como se podem criar milhares de postos de trabalho, de como pode arrastar consigo muitas empresas, muita tecnologia, de como é possível multiplicar o trabalho”, disse Mariana Mortágua, após uma reunião com a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal.
O especialista de Energia na Deco Proteste, Pedro Silva, tem dúvidas de que as metas da Estratégia de Longo Prazo de Combate à Pobreza Energética 2023-2050 sejam cumpridas nos prazos definidos, isto porque se trata de "um assunto muito complexo".
“E aí vão eles [às eleições legislativas]. Entusiasmados e convertidos, dispostos a enfiar a Constituição no balde do lixo, a exclamar que antigamente é que era, e a colocarem a fotografia do doutor Ventura na parede do seu gabinete, qual Estaline, como já acontece em todos as salas do Chega no Parlamento. Que bom Estaline dá o doutor Ventura”, afirmou a líder bloquista.
“Destas negociações depende o futuro do SNS. Se o Governo não encontra uma forma de fixar profissionais de saúde, não haverá SNS”, sustentou a bloquista.
António Costa deixou claro, no primeiro dia de debate sobre o Orçamento do Estado para 2024 (OE 2024), que a privatização da TAP não irá avançar sem que o caso do ‘hub’ de Lisboa e a “função estratégica” da companhia aérea para a economia portuguesa sejam assegurados.
"Há uma grande maioria de pessoas em Portugal que trabalham e são pobres, que trabalham e não conseguem pagar a casa, que trabalham e não conseguem pagar as contas do supermercado", referiu a bloquista.
"A TAP está a dar lucros. Qual é a razão para entregar esses lucros a um investidor privado. Agora que a companhia foi salva, agora que ela está a funcionar, porquê privatizá-la", questionou Mariana Mortágua.
Mortágua insiste que as propostas do Executivo de António Costa não só "não resolvem estruturalmente qualquer problema", como "criam novas dívidas, adiam problemas, comprometem dinheiro público, salvaguardando os lucros da banca".
“Miguel Albuquerque não é um presidente para os madeirenses. Miguel Albuquerque é o promotor imobiliário para estrangeiros ricos”, apontou Mariana Mortágua que está em campanha na ilha da madeira.
Depois de serem conhecidos os dados do INE sobre a atualização das rendas para o próximo ano, e do Bloco de Esquerda e do PCP terem anunciado projetos de lei para travar este aumento, o Primeiro-Ministro anunciou que o Governo está a ponderar um travão, mas ainda não sabe valor.