Coordenadora do Bloco de Esquerda lamenta que o Governo tenha imputado o custo da viagem de regresso de Israel a Portugal aos ativistas mas diz que pagará o bilhete "comprando a prova de que há ministros sem espinha".
Segundo o apurado as duas portuguesas foram detidas depois da sua flotilha ter sido intercetada por navios israelitas. Já o ativista Miguel Duarte, que também seguia na flotilha, está sob custódia israelita.
Numa publicação no ‘site’ oficial do partido, “Esquerda.net”, lê-se que a atual deputada única fez “uma reflexão profunda nos últimos dias”, tendo pesado “por um lado, a proteção da flotilha que é dada pelo papel institucional dos deputados e eurodeputados que a compõem”, e por outro lado, “o facto de a sua ausência em São Bento deixar o Bloco sem representação parlamentar na sua ausência”.
Nova tentativa de criar um corredor humanitário leva a bordo vários políticos e gente ligada às artes, entre eles a deputada portuguesa Mariana Mortágua, líder do Bloco de Esquerda.
A projeção da RTP coloca o BE a eleger entre um a três deputados. A se confirmar o pior cenário da projeção o BE teria o pior resultado de sempre em legislativas. O pior registo remonta a 1999, onde se estrearam neste ato eleitoral, tendo elegido dois deputados.
“Será, independentemente do resultado, uma noite em que vamos celebrar a campanha que fizemos”, afirmou Mariana Mortágua, depois de o BE ter apostado num formato de campanha diferente do habitual, sem arruadas e visitas a feiras e mercados.
“Estes são os 50 anos do voto livre, são os 50 anos em que as mulheres puderam pela primeira vez votar em Portugal e, por isso, apelo a toda a gente para votar, às mulheres e aos homens deste país, que querem um país mais justo, para virem, para votarem, e apelo também para que votem em quem os representa, para que votem com convicção”, apelou Mariana Mortágua.
Depois de o secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos, ter afirmado que o PS é um partido com capacidade “de dialogar, de ouvir, de ceder, de construir” porque quer “garantir estabilidade”, a coordenadora bloquista respondeu que “ceder nos tetos às rendas é ceder à sensatez, ao bom senso, à justiça”.
De olhos postos no domingo, 18 de maio, o JE foi ver as propostas dos partidos e não encontrou grandes diferenças face às últimas eleições. As propinas voltam a ter papel central nos programas, com a direita a advogar o descongelamento e a esquerda o fim, no que é acompanhada pelo Chega. PS insiste na necessidade de um Contrato de Legislatura que o atual ministro Fernando Alexandre não perfilha.
“O programa da esquerda não pode ser ir para o Governo, porque depois perguntam-nos, ‘ok, e chegando ao Governo vão fazer o quê?’ Não basta chegar ao Governo, é preciso dizer às pessoas o que é que vamos fazer. E é por isso que estamos aqui a falar sobre habitação”, afirmou Mariana Mortágua, à margem de uma iniciativa de campanha para as legislativas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), da Universidade Nova de Lisboa.
“Temos dois factos caricatos: o primeiro é que Cavaco Silva surja a atestar a ética de Luís Montenegro e o segundo é Passos Coelho a entrar na campanha para celebrar a reconciliação do PSD com os pensionistas, como se este país não se lembrasse que o PSD cortou pensões”, disse Mariana Mortágua.
“Há projetos perigosos para a escola. Eu relembro que, por exemplo, a Iniciativa Liberal tem no seu programa a redução de funcionários administrativos para poupar 1500 milhões de euros. Se fizermos as contas isso quer dizer que tinham que sair todos os funcionários administrativos do Estado. Todos. Não sobrava um”, criticou Mariana Mortágua.
“Hoje, dia 25 de Abril, celebramos os 51 anos da Revolução, porque a democracia tem de saber a data em que nasceu. Que o Governo de Portugal esteja disposto a adiar as comemorações do 25, é só a triste confirmação que nem o dia mais feliz consegue iluminar todo o futuro de um povo”, criticou Mariana Mortágua.
A pouco mais de um mês das eleições os líderes políticos continuam a esgrimir argumentos no sentido de captar os votos dos eleitores indecisos. Nuno Melo em representação da AD debate com Mariana Mortágua, com o líder do Chega, André Ventura a ter pela frente Paulo Raimundo do PCP.
“O Governo tem um papel a desempenhar. Mesmo em gestão, o Governo tem de garantir que a lei é cumprida”, disse Mariana Mortágua, em declarações aos jornalistas.
Em causa estavam declarações proferidas pela deputada na Assembleia da República, em janeiro de 2024, quando, a propósito de audições no âmbito da crise na Global Media, considerou que Luís Bernardo estava envolvido num “jogo de ‘gangsters’ na entrada de capital em empresas deste país”.
"Não temos confiança num primeiro-ministro, Luís Montenegro, que pode chantagear a Assembleia da República. Não temos confiança num primeiro-ministro que foge aos seus deveres, responsabilidades, e aos esclarecimentos", reforçou a líder do BE, Mariana Mortágua, em reação à comunicação feita pelo primeiro-ministro, este sábado.
Esta posição foi defendida por Mariana Mortágua no início de um almoço destinado a apresentar a candidatura da ex-eurodeputada bloquista Anabela Rodrigues à presidência da Câmara da Amadora, no distrito de Lisboa.
Antes da sua intervenção, Ana Paula Martins ouviu a deputada Mariana Mortágua criticar o Governo por reduzir as listas de espera à custa de um “truque contabilístico”, de entregar serviços de saúde aos privados e por falta de medidas que fortaleçam “estruturalmente a capacidade de resposta do SNS”.