CGD “deve reduzir” taxas de juro no crédito à habitação e “arrastar o mercado”, desafia BE

O banco público “pode fazê-lo e, ainda assim, continuar a ter lucros positivos", desafiou Mariana Mortágua. O BE estima que a poupança chegue aos 200 euros mensais às famílias.

CGD “deve reduzir” taxas de juro no crédito à habitação e “arrastar o mercado”, desafia BE
CGD “deve reduzir” taxas de juro no crédito à habitação e “arrastar o mercado”, desafia BE

O Bloco de Esquerda propôs este domingo uma redução imediata das taxas de juro do crédito à habitação da Caixa Geral de Depósitos (CGD), até três pontos percentuais, estimando uma poupança até 200 euros mensais às famílias.

“Esta é uma proposta simples, sensata, exequível, que consegue fazer uma coisa que mais ninguém propõe neste país: que haja uma transferência direta entre os lucros astronómicos da banca e a redução da prestação do crédito à habitação”, disse hoje a coordenadora nacional do BE, na apresentação da proposta na sede do partido, em Lisboa.

Segundo Mariana Mortágua, a Caixa Geral de Depósitos “pode reduzir imediatamente as prestações e a taxa de juro aplicada ao crédito à habitação para compra de habitação própria e permanente, até três pontos percentuais das taxas que estão a ser praticadas neste momento”.

“Pode fazê-lo e, ainda assim, continuar a ter lucros positivos, respeitando os seus rácios de capital. Pode fazê-lo e com isso pode arrastar todo o mercado privado, contribuindo para uma redução das taxas de juro e um alívio no orçamento de quem tem crédito à habitação, que pode ir entre 100 e 200 euros, tendo em conta a prestação de cada família, o valor em dívida e o prazo”, defendeu a líder bloquista.

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