As parcerias com o Reino Unido requerem cautela e atenção de quem as celebra. Londres nunca abdica de correr no seu próprio carril independente dos objetivos comuns celebrados.
A pergunta relevante não é quando termina Trump. É o que sobra depois dele, e se esse saldo serve, ou não, os interesses estratégicos americanos a longo prazo.
No quadro do processo intergovernamental de coordenação das políticas económicas, assistiu-se a uma deriva intergovernamental, em que as regras passaram a ser vistas como revisíveis em função dos Estados-membros que as violavam.
Sublinhe-se que a integração europeia tende a ser o bode expiatório das dificuldades económicas e sociais, sempre que não há interesse nem coragem para analisar e assumir as respetivas causas.
Portugal, se souber combinar experiência, diáspora e inserção europeia, pode ser mais do que observador: pode ser arquiteto discreto de um novo paradigma euro-africano.
Há muito que se defendia que o OE não devia ser o instrumento de políticas setoriais em que se tornou. Já não é assim. Não o foi no exercício anterior, não o é neste, e bem. O problema é a inércia, a mais poderosa 'força' do universo.
Muito será dito, mas não será esclarecido como é que as estatísticas oficiais podem ser confiáveis quando, ao mesmo tempo, se admite que uma parte substancial da economia, que pode ser da ordem dos 35% do PIB, não é declarada.
As três lições da Guerra da Ucrânia evidenciam a ascensão da 'realpolitik', na qual factos e interesses estratégicos prevalecem sobre discursos e suposições.
Queremos políticos que sejam profissionais, especialistas de técnica robusta, profundos conhecedores, encartados, mas nunca das áreas em que trabalham ou tutelam, isso não, claro, que trariam consigo interesses de outros.
Que ninguém duvide de que Elon Musk persegue os seus próprios interesses, mas temos de perceber, além do marketing, se os queremos partilhar. E qual será o custo.
Os BRICS não se limitam a desafiar o status quo. Sua função mais essencial é dar voz ativa aos países emergentes e permitir sua influência no processo de reforma do poder global.
Importa ter em consideração a função dos atores não estaduais, em particular dos líderes partidários, que não têm poderes formais, mas conseguem condicionar o funcionamento do governo. Sobretudo, importa não esquecer que compete aos partidos indicar os cabeças-de-lista às presidenciais angolanas.
A ideologia do mercado livre foi sempre um instrumento para promover novos interesses, mesmo que seja à custa do declínio social e institucional das comunidades afetadas.
As agendas políticas já não traduzem uma agregação dos interesses presentes da sociedade, mas, sim, uma parte selectiva da sociedade, em particular dos grupos que se encontram organizados e mobilizados.
A regulamentação do lóbi permite estabelecer uma fronteira face a outras formas de atuar, a jusante e a montante, que são menos transparentes ou mesmo ilegais.
Talvez seja chegado o momento de a UE e os governos nacionais olharem para este sector com outros olhos e decidirem onde estão os nossos interesses estratégicos no longo prazo.
Matar a Universidade dos Açores serve os interesses de Portugal? Não, não serve! A Portugal e aos Açores interessa ter um grande centro de conhecimento numa zona do território que representa muito do futuro deste país.
A Europa tem de encontrar uma forma de descodificar e conhecer melhor a China, tão bem como os dirigentes chineses já conhecem a Europa. Precisa de encontrar um caminho que defenda os seus interesses e que se torne proativo em relação a este parceiro económico.