No século XX, quem controlava a produção dominava o mercado. No século XXI, quem controlar os dados, o software e o acesso ao veículo controlará a mobilidade.
Os três pilares da indústria automóvel germânica - BMW, Mercedes e Volkswagen - enfrentam grandes desafios nos próximos tempos, a começar nos preços elevados da energia e a terminar nos desafios nos mercados da China e dos EUA, com as tarifas pelo meio, a concorrência da Tesla e das marcas chinesas, e o vai-não-vai do carro elétrico.
Em causa estão as dificuldades vividas pelo setor automóvel e em particular pelo grupo Volkswagen, ao qual pertence a Porsche. A marca conta com 42 mil trabalhadores por todo o mundo.
“Não se trata de mudar o destino, trata-se de ajustar a forma como lá chegamos”, disse hoje a diretora geral da Associação Europeia dos Construtores de Automóveis (ACEA), Sigrid de Vries, em conferência de imprensa citada pela Efe.
O valor alcançado representa um decréscimo de 5,9%, em função de os números de novembro terem ficado bastante abaixo das expetativas, de acordo com a associação do setor.
Uma saída com "efeito imediato" é, para além de muito deselegante da parte dos acionistas, a evidência de que a indústria europeia dos automóveis está numa fase de profunda mudança.
Foram registados 32.552 ligeiros elétricos novos nos primeiros dez meses do ano, ou seja mais 14,7% do que no período homólogo, de acordo com uma análise da ACAP.
Mais problemas para o mercado automóvel. O grupo que detém marcas como Peugeot, Opel e Fiat registou uma queda expressiva no volume de faturação, que coincidiu com uma redução de 20% na procura.
Os veículos elétricos constituem um dos maiores fatores de mudança no tabuleiro global, desafiando a ordem estabelecida em 1945 e expondo as fragilidades do atual modelo econômico ocidental.
O protecionismo está de volta. É praticado pela China, pelos Estados Unidos e pela Europa. E faz parte do ambiente belicista que se vai instalando de forma mais ou menos generalizada.
Com um setor automóvel global em rápida transformação, a coordenação internacional e o diálogo multilateral serão cruciais para mitigar as tensões comerciais e promover um ambiente de comércio justo e sustentável.
A UE tem consciência das inúmeras fábricas que as construtoras europeias de automóveis têm na China, o que pode levar a uma retaliação. Este assunto é política e comercialmente muito sensível.
A China domina a transformação in loco de matérias-primas orientadas para o sector automóvel em países como a Indonésia, República Democrática do Congo, através de empresas de capital misto, a que o Ocidente não foi muito sensível em investir.
O plano está particularmente centrado nos veículos elétricos: espera-se que as taxas aumentem de 25% para quase 100%, com uma taxa adicional de 2,5% sobre todos os carros elétricos importados da China.
O Diretor de Estratégia do Grupo Renault e CEO da Renault Iberia diz que os 27 têm de encontrar um modelo híbrido para defender a indústria automóvel europeia sem fechar as portas à China.
O mercado global de 'digital twins' está projetado para crescer exponencialmente, com previsões que apontam para um valor superior a 26 mil milhões de dólares até 2025.
“Não existem motores elétricos sem grafite, não existem baterias sem lítio, não existem magnetos sem areias pesadas. Parcerias estruturadas entre europeus e moçambicanos podem e devem aliviar esta demanda e devem contribuir para a aceleração da industrialização de Moçambique”, afirmou o ministro da Economia e Finanças moçambicano.
Greve às três grandes construtoras de Detroit, General Motors, Ford e Chrysler, está a transformar-se num instrumento da batalha política cada vez mais presente entre Donald Trump e Joe Biden.