No século XX, quem controlava a produção dominava o mercado. No século XXI, quem controlar os dados, o software e o acesso ao veículo controlará a mobilidade.
A insuficiência de materiais e equipamento foi apontada como o problema mais recorrente na indústria automóvel nos três últimos trimestres do ano passado. Este artigo integra a rubrica Visão Periférica.
Os CEOs da Volkswagen e da Stellantis propuseram a criação de um selo “Made in Europe” para os veículos produzidos no continente, defendendo que a iniciativa reforçaria a indústria automóvel europeia, responsável por 8% do PIB da União Europeia e por 13 milhões de empregos, e reduziria a dependência das importações em setores estratégicos durante a transição para os veículos elétricos.
O anúncio surge num momento em que Washington pressiona o Japão a realizar investimentos de 550 mil milhões de dólares (474,57 mil milhões de euros) em solo norte-americano, em troca de uma redução das taxas alfandegárias impostas às empresas japonesas.
"Em termos de valor, as vendas ao exterior no mês de setembro situaram-se na ordem dos mil milhões de euros (994 milhões de euros). No período entre janeiro e setembro de 2025, as exportações de componentes totalizaram 8,9 mil milhões de euros, o que representa uma diminuição de 3,7% relativamente ao mesmo período de 2024", indicam os dados da AFIA.
Há um novo negócio para a indústria automóvel europeia que, do ponto de vista da indústria dos componentes, é de transição ainda mais simples. A AFIA quer os empresários portugueses a pensarem no assunto. Enquanto esperam que o Governo faça o seu papel no apoio, nomeadamente fiscal, aos investimentos necessários.
Espanha é o principal parceiro da indústria portuguesa de componentes automóveis – um setor que está a passar por dificuldades no capítulo das exportações.
Segundo o secretário-geral da Federação Italiana dos Trabalhadores Metalúrgicos (FIOM), Michele De Palma, o ‘gigante’ automóvel perdeu um total de 9.656 funcionários entre 2020 e 2024, principalmente através de saídas voluntárias e acordos sindicais que incluíam reformas antecipadas e baixas incentivadas e que a FIOM não assinou.
Os construtores chineses de carros elétricos estão a invadir o mercado, mas agora com maior concorrência europeia, no mercado que todos querem conquistar.
A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, acaba de celebrar um protocolo com o CINFU – Centro de Formação Profissional da Indústria da Fundição, para o lançamento conjunto de uma nova oferta formativa.
Tal como na política, a transição energética e a mobilidade sustentável não se constroem com fanatismos nem com certezas absolutas. Precisam de equilíbrio, de análise racional, de escuta mútua e de espaço para as matizes.
A Volkswagen é a que mais sofre com as medidas tarifárias dos Estados Unidos, dado o seu elevado grau de exposição ao mercado norte-americano. Entre tarifas diretas e dos componentes, a taxa ascende aos 27,5%.
A remuneração média aproximou-se dos 1.760 euros mensais na indústria, em 2023, entre as empresas de produção automóvel e as que trabalham com comércio, manutenção e reparação. No primeiro trimestre, a indústria representava 3,9% do emprego no país, acima da média europeia.
Alemanha e Japão, dois países com um passado industrial em grande mudança, confrontam-se com dois outros, EUA e China, que correm em sentidos opostos e com factores competitivos diversos.
Europa, China e Estados Unidos lutam não só pela liderança tecnológica, mas também pelo controlo da próxima era da mobilidade. Neste contexto, é legítimo perguntar: estaremos todos nós preparados?
O presidente dos EUA anunciou tarifas de 25% sobre as importações no setor automóvel e os mercados reagiram nas últimas duas sessões da semana, com os índices de referência das mais importantes praças europeias a encerrarem no 'vermelho'.
Donald Trump fez saber que os EUA vão aplicar tarifas de 25% no setor automóvel já a partir de quinta-feira. Em consequência, as fabricantes que mais dependem de importações para território norte-americano registaram algumas das maiores desvalorizações nas últimas sessões da semana passada.
Mesmo que a Alemanha venha a ter um governo operacional, teremos dificuldades na UE porque não haverá o tradicional motor europeu Alemanha/França, devido ao impasse político francês.