O livre comércio está a dar lugar a uma nova era de comércio administrado, em que os governos utilizam tarifas, controlos de exportação e políticas industriais restritivas.
Os historiadores José María Moreno Madrid e Henrique Leitão partem da navegação na Antiguidade e Idade Média para traçar a história das viagens oceânicas. Uma viagem que passa, também, pela política e pela geografia.
As tarifas de Trump são uma ferramenta anacrónica, reminiscentes de uma era em que a economia global era menos interligada e a concorrência era vista como um jogo de soma zero.
Há mudanças no ar, uma transformação que pode determinar alterações profundas na Ordem Internacional. Mas existe esperança de que haja coordenação entre os estados e que a transição para um mundo menos globalizado não signifique forçosamente o conflito.
As 'Áfricas' estavam a precisar de um abanão para perceber que o continente é riquíssimo de recursos, embora continuem sem conseguir traduzir esse potencial em riqueza real para as suas pessoas apesar da sua resiliência e juventude.
Nas palavras de Armindo Monteiro, esta mudança "é, mais uma vez, um convite para que as empresas portuguesas ou europeias tenham esta preocupação de diferenciar o seu produto, não apenas pelo preço, mas pela qualidade". "É obvio que isto depende muito da resistência", assinalou, em declarações à SIC Notícias.
É muito provável que a Inteligência Artificial produza muitos desempregados e perdedores, tal como a globalização, pelo que não podemos repetir os erros do passado.
O processo de globalização, durante anos liderado pelos EUA e com maior aproximação entre países e blocos económicos, está a desmoronar-se. Vitória de Trump nas eleições presidenciais faz ressurgir o posicionamento isolacionista e incertezas a nível mundial, sobretudo para a Europa e a China. Tarifas ameaçam economia global e controlo da inflação.
Num mundo onde segundo alguns as sociedades tal como as conhecemos desde 1945 estão em acelerada desagregação, vale a pena ouvir o que têm os técnicos e os cientistas a dizer sobre o incerto futuro que nos espera.
Famílias e empresas devem fazer um planeamento, pelo menos anual, pois perceber os ciclos dos juros, e como podemos beneficiar, poderá ser a chave para um ano mais tranquilo.
O Governo propôs, e bem, aumentos salariais para todos os trabalhadores. Mas as assimetrias têm-se acentuado devido à disparidade entre o rendimento dos muito ricos e o de todos os outros.
É imperativo o retorno a uma política de consumidores ampla e participada, motivada pelo bem comum e muito menos por ensaios comparativos e denúncias bombásticas, em estreita conivência com ambientalistas, de modo que os consumidores sintam que estão a atuar com eficiência e eficácia na sustentabilidade.
O mundo mudou em resultado desta guerra. O próprio sistema político americano está em desagregação, o que leva a que se questione o tempo que o país estará em condições de suportar, na Europa, um conflito cada vez mais dispendioso.
Esta proposta, discutida em Davos, foi, recebida como um exercício de protecionismo por aquele que, pela sua condição de líder mundial, se tem assumido como o bastião da globalização.
O regime russo irá resistir e aproveitar as fragilidades dos países democráticos que se lhe opõem. Para tal, dispõe de duas armas que domina como poucos: a desinformação e a sua quinta-coluna.
O mundo mudou. Começou com Bandung, mas provavelmente ainda não acabou. A única questão é se conseguiremos mudar em conjunto e para o bem comum da humanidade.
Ao contrário do que sucedeu nas crises anteriores, desta vez o mundo não pode contar com a China para ser o motor da retoma global. Para Portugal, este cenário traz alguns desafios, como a retirada de alguns investidores.
Percebemos que o sentimento de alienação relativamente ao poder político e à construção comunitária e societal não é algo que apenas assola os países jovens. Acabou, também, por se tornar um problema de toda a Europa que viu no nacionalismo uma forma de resposta ao seu envelhecimento.