Mais do que uma geração de contrastes, a Geração Z revela uma lógica coerente: poupar com propósito, consumir com critério e procurar autonomia financeira fora dos caminhos tradicionais.
Viagens: Com o Médio Oriente ao rubro, a guerra impôs novas rotas para quem viaja em lazer. Mas, antes disso, já um movimento silencioso ganhava tração entre a Geração Z. Fugir a destinos instagramáveis e viver a descoberta.
Uma nova geração de líderes inspiradores está a emergir nas Áfricas, que se recusa a receber lições de democracia de um Ocidente moralmente cúmplice de guerras, invasões e injustiças. Chegou a hora de testar na prática o discurso europeu de “partnership of equals” e reescrever a realidade.
A geração Z chegou à vida adulta num dos piores momentos possíveis para sonhar alto. Entre salários curtos, rendas elevadas e planos adiados, quase metade vive numa ginástica financeira constante. Ainda assim, consome menos, pensa mais no próximo e não abdica dos seus valores.
Para a Geração Z, o trabalho é visto, preferencialmente, como um meio – e não um fim em si mesmo. Não se trata de rejeitar o valor do trabalho, mas de redefinir o seu lugar na hierarquia das prioridades humanas.
Estudo da Eurofirms revela que 55% dos jovens, entre 2021 e 2024, iniciaram o percurso profissional através de estágios apoiados pelo Estado, com destaque para os estágios do IEFP.
Segundo um relatório da Kaspersky, foram registados, entre o segundo trimestre de 2024 e o primeiro trimestre de 2025, mais de 250.000 tentativas de ciberataques disfarçados de conteúdos relacionados com anime e plataformas de streaming.
Esse crescimento representa um movimento global em que as novas gerações desafiam os modelos financeiros tradicionais e procuram soluções que lhes proporcionem maior flexibilidade e controlo sobre o seu património.
Esta geração está a deixar uma marca no mercado de trabalho, tendo uma maior consciência social e ecológica. A geração é defensora da igualdade e tende a procurar ambientes de trabalho que considerem “a diversidade como um aspeto prioritário e promovam a inclusão”, defende o estudo da Michael Page “Geração Z no Mercado de Trabalho”.
A saúde é a área mais procurada pelos jovens que estão entre os 20 e os 25 anos, revela estudo da Michael Page cujas conclusões o JE avança em primeira mão. O salário tem peso, mas não é o único fator de atração e retenção desta geração nas empresas. O trabalho híbrido é ponto-chave.
Um recente inquérito da Revolut aponta para que apenas 28% dos portugueses da Geração Z afirmaram não investir, face aos 42% dos grupos etários com mais de 55 anos.
Seis em cada dez jovens admitem viver de salário em salário, o que representa um aumento face ao ano passado. Já cerca de três em cada dez sublinham que não se sentem financeiramente seguros.
Importa criar um pacto geracional para compreender a sociedade em que vivemos, pois, dada a nossa longevidade, cinco gerações coabitam no mesmo local de trabalho, com naturais conflitos de visão e convicções.
A Geração Z não é a única a procurar uma experiência de benefícios personalizada e abrangente, acrescenta o estudo da MetLife que revela que 54% do total de inquiridos gostaria de ter recomendações personalizadas sobre benefícios e 65% querem que o seu empregador faça comunicações periódicas sobre benefícios ao longo do ano.
De acordo com um estudo da Robert Walters, 83% dos inquiridos da geração Z consideram que um salário mais elevado e/ou um pacote mais extenso de benefícios são motivadores para mudar de emprego.
Estudo da empresa de recrutamento global Robert Walters revela também que dois terços dos gestores dizem que o trabalho colaborativo diminuiu desde que a geração Z entrou no mercado de trabalho.
O inquérito '2023 Gen Z and Millennial Survey', realizado a jovens de todo o mundo, conclui que a flexibilidade laboral e equilíbrio entre vida pessoal e o trabalho são as questões mais valorizadas pelos jovens destas gerações.
Estamos a assistir a grandes ruturas na forma como os consumidores se envolvem e compram tecnologia. Isso irá mudar a nossa sociedade e economia, principalmente ao nível da forma como consumimos entretenimento, vivemos em casa, fazemos compras, nos deslocamos nas cidades e fora delas.
A simplificação dos processos administrativos pode ser um fator decisivo para que as empresas decidam investir mais em I&D e Inovação, um investimento muito necessário para alavancar o crescimento do tecido empresarial português.
Apesar das numerosas diferenças, Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z partilham a ambição de terem um bom ambiente e trabalharem numa empresa com bom propósito.