O dia fica marcado pela apresentação dos dados relativos à produção industrial em junho na União Europeia e zona euro, além da inflação relativa o mês de julho no Reino Unido.
No ano passado, a Europa recebeu 966 mil novos pedidos de asilo, o número mais elevado desde 2016. Em Portugal, em maio, as autoridades registaram um aumento de 30% no número destes pedidos. Vasco Malta, chefe de Missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Portugal, comenta estes números e analisa a crise migratória na Europa em entrevista ao Jornal Económico.
O Eurostat pôs o produto europeu na estagnação, e o tira-teimas será a 31 deste mês, quando a Irlanda terá a estimativa final. Ou seja, depende da Irlanda estarmos em recessão.
O consumo das famílias por habitante acelerou 0,5% e entre outubro e dezembro últimos diminuiu 1,6%, na zona euro e o rendimento abrandou, respetivamente, 0,3% e 0,5%.
No primeiro trimestre, a moeda e os depósitos representavam 19,5% do total dos ativos financeiros das administrações públicas da UE. Os dados sobre as finanças públicas trimestrais foram publicados hoje pelo Eurostat.
O Eurostat reviu em alta os valores do crescimento no primeiro trimestre, apontando agora a uma taxa nula para a zona euro e um avanço de 0,2% na UE. Estes dados contrariam a ideia de uma recessão técnica na moeda única, ao já não se verificarem dois trimestres seguidos de contração em cadeia.
Portugal não figura no pódio de Estados-membros produtores de melancias, melões, morangos, pêssegos e nectarinas, mas a vizinha Espanha é um dos principais países, uma vez que os campos de cultivo espanhóis foram responsáveis por quase metade (45,4%) das melancias da União Europeia.
Entre os serviços estão "estações de tratamento de águas residuais, veículos para transporte de resíduos, aquisições de terrenos para criar uma reserva natural ou equipamentos mais limpos em termos ambientais para uma produção com menos emissões poluentes", de acordo com o Eurostat.
A maior desaceleração de transações de venda foi sentida na Dinamarca, num recuo de 31,6%. Em Portugal sentiu-se uma quebra significativa mas mercado imobiliário manteve-se no positivo em termos de venda.
De acordo com o Eurostat, em 2022, 62,8% do total de empresas que estavam a tentar recrutar especialistas da área tiveram dificuldades em preencher essas vagas.
Considerando apenas a parte de população em risco de pobreza na UE que também não conseguiu, no ano passado, pagar uma refeição adequada de dois em dois dias, a percentagem atinge os 19,7%, face aos 17,5% de 2021.
Em Portugal, os números caíram 0,8%, a maior queda, em termos relativos, entre os Estados-membros do bloco europeu. Mais de dois milhões de refugiados foram recebidos pela Alemanha e Chéquia.
Portugal registou a quarta maior subida entre os Estados-membros da UE, bem acima da média europeia, face aos registos do ano passado. Face a maio, o comércio a retalho português ascende à segunda posição.
Face ao último trimestre do ano passado, os preços das casas desceram 0,7% na União Europeia, naquela que é a segunda queda trimestral depois da diminuição de 1,4% no quarto trimestre de 2022. Por sua vez, os arrendamentos registaram uma subida de 0,9%.
Portugal termina o primeiro trimestre do ano com o quinto maior excedente dos 27 estados-membros da UE, apresentando um superávit de 5,2 mil milhões de euros. O país vizinho é quem regista o maior valor, com um excedente de 17,7 mil milhões de euros.
Maio trouxe um novo desagravamento do desemprego em Portugal, enquanto na zona euro a taxa estabilizou. Assim, a média lusa acabou por ficar abaixo do valor relativo ao conjunto da área da moeda única.
As taxas de aumento mais acentuadas do preço médio da produção agrícola registaram-se em Portugal e em Espanha (33% em ambas), sublinhando o Eurostat que a seca na Península Ibérica levou a uma redução da produção, o que impulsionou ainda mais o aumento dos preços.
Por ora, o BCE vai ignorar a recessão e manter o rumo da sua política monetária, mas esta será uma navegação à vista, atenta aos desígnios do sector financeiro.
As exportações cresceram 9%, acima da variação observada nas importações, ainda que sem fugir a uma situação de défice comercial. Em simultâneo, a zona euro registou um aumento nas exportações e uma redução nas importações, mas também não evitou o défice.