O Banco de Portugal divulga os números da dívida direta do Estado em março na segunda-feira, o primeiro dia de uma semana marcada por uma sério de apresentação de resultados de empresas nacionais e estrangeiras.
O rácio de dívida pública em relação ao PIB diminuiu tanto zona euro - de 90,8% para 88,6% - como na União Europeia - de 83,4% para 81,7% - no quarto trimestre de 2023, de acordo com o Eurostat.
Ambos os valores superam os limites inscritos (e suspensos desde a pandemia) nos tratados europeus, apesar de constituírem reduções em relação a 2022. Portugal foi um de apenas quatro países a registar um excedente orçamental.
O grupo, que se especializa em transformação de cortiça, vai realizar um Assembleia Geral de acionistas durante o dia, pelo que vai atrair a atenção dos mercados. Isto na sequência de uma semana em que o PSI encerrou em perda, com o BCP a recuar 3%.
Lisboa viveu um dia positivo e, entre as principais bolsas europeias, o sentimento também foi de otimismo. Na origem esteve o recuo observado na variação homóloga dos preços.
“Melhor só Itália, ainda que, ano após ano, esteja a perder terreno para Portugal”, enfatiza a associação em comunicado, detalhando que “a indústria italiana deu um passo atrás” e decresceu 18,6% desde 2012, para 162 milhões de pares produzidos em 2022, “longe dos 199 milhões uma década antes”.
Numa década, a indústria de fabricação de papel e de produtos de papel registou um aumento de 10,9% no número de empregos disponíveis. Portugal foi um dos Estados-membros que contrariou esta subida, tendo apresentado um ligeiro decréscimo.
A taxa de investimento empresarial, de sociedades não financeiras da zona euro, também caiu ligeiramente - de 22,6% para 22,5% - no quarto trimestre do ano passado, de acordo com o Eurostat.
Esta terça-feira, o Conselho das Finanças Públicas publica o relatório "Perspetivas Económicas e Orçamentais 2024-2028". O Banco de Portugal apresenta o inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito.
A produção nos serviços cresceu em cadeia 1,5% na zona euro e 1,0% na UE. Destaque para as atividades profissionais, científicas e técnicas que registaram o maior aumento, em 4,1%.
A Alemanha mantém-se como o país que acolhe o maior número de beneficiários de proteção internacional no bloco europeu, representando 30,4% do total ((1.286.580 pessoas), seguida da Polónia (957.200 pessoas) e da Chéquia (385.075).
Sectores da alimentação, bebidas e tabaco foram os que mais sofreram neste período na zona euro, de acordo com informação avançada pelo Eurostat esta sexta-feira.
O único banco cotado no PSI viu as suas ações recuarem 1,34% e liderou as perdas. Uma variação que contraria a generalidade da banca europeia, que viveu um dia positivo em bolsa. De resto, a tendência para contrariar o otimismo europeu foi notória em Lisboa.
A bolsa de Lisboa registou ganhos ligeiros na última sessão da semana, em linha com aquelas que foram as variações da mais importantes congéneres europeias.
Na segunda-feira, as bolsas Euronext estão encerradas devido ao feriado, mas o Banco de Portugal apresenta a dívida das administrações públicas de fevereiro.
Portugal é o 20º país da UE onde os custos por hora com trabalhadores são mais acentuados. Entre salários, despesas com vestuário, impostos, subsídios e outros custos, em Portugal gasta-se menos de metade do que a média da zona euro.