Dados da inflação são conhecidos após semana “amena” de negociações

A bolsa de Lisboa registou ganhos ligeiros na última sessão da semana, em linha com aquelas que foram as variações da mais importantes congéneres europeias.

Dados da inflação são conhecidos após semana “amena” de negociações
bolsa-mercados-trader

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão de quinta-feira sem sentimento definido, em linha com as principais praças europeias. Na sexta-feira Santa o índice PSI esteve encerrado, a par daquelas congéneres, tal como acontece esta segunda-feira, que dá início a uma semana em que vão ser conhecidos dados da inflação na zona euro.

Olhando para PSI, registou uma subida de 0,06% na quinta-feira, com o BCP em destaque. Aquele que é o único banco cotado no índice valorizou 2,46%, até aos 0,3126 euros, ao passo que a Semapa subiu 1,92%, para 14,90 euros. Seguiu-se a Ibersol, a escalar 1,50% e a encerrar nos 6,76 euros, enquanto a Galp beneficiou da subida no preço do barril de crude (para perto dos 83 dólares) e adiantou-se 1,19%, de tal modo que as ações terminaram a sessão nos 15,32 euros.

No ‘vermelho’, sobressaem a EDP Renováveis, a tombar 2,79%, o que deixou os títulos avaliados em 12,55 euros, seguido pela Mota-Engil, ao derrapar 2,73%, para 4,815 euros.

A semana que agora se inicia vai ficar marcada pela divulgação dos dados do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em março, cuja comunicação vai ser feita pelo Eurostat na quarta-feira. De recordar inflação avançou 2,6% em março, em termos homólogos, ao passo que a variação face ao mês anterior foi de 0,6%. Deve assinalar-se que naquela que é a economia mais forte da zona euro, a da Alemanha, também vai ser revelada a inflação referente a março.

Em causa estão valores de elevada importância no capítulo do consumo e, por consequência, para a decisão do BCE relativamente às taxas de juro de referência (atualmente fixadas nos 4,50%), sendo que a próxima reunião está agenda para quinta-feira da próxima sessão. Não é expetável um corte antes de meados de 2024, mas a força da inflação dará sinais sobre quão distante poderá estar o primeiro corte, depois de ser colocado um travão à subida dos juros.

Em destaque estarão ainda os dados referentes às vendas a retalho em fevereiro (queda homóloga de 1,0% e subida mensal de 0,1% em janeiro), que serão conhecidos na sexta-feira. Ainda antes, na quinta-feira, vai ser divulgado o PMI dos Serviços na zona euro.

Esta segunda-feira, por ser dia santo, a bolsa de Lisboa continua encerrada, a par da generalidade das bolsas europeias.

Relacionado