Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
Lula esteve preso, mas foi o presidente da explosão do Brasil enquanto potência reconhecida em todo o globo. Com Bolsonaro, líder visivelmente impreparado, aquele país fabuloso diminuiu-se, apoucou-se.
A viagem da terceira figura do Estado norte-americano a Taiwan não se prende com a promoção da democracia. Como na Ucrânia, também aqui, os EUA tentam justificar o seu comportamento através da dualidade democracias-autocracias.
Já quase ninguém se arrisca a lançar um míssil ou a plantar uma bomba para semear o caos numa grande potência. É muito mais barato e conveniente atacar por via do ciberespaço.
Os BRICS estão em crescimento e já causam mossa nas estruturas económicas mundiais instituídas, esperando-se que se consolidem e dinamizem. A economia é, pois, um bom instrumento de questionamento ao injusto sistema mundial vigente.
Os principais fornecedores dos recursos de base necessários às transições digital e energética não se encontram na Europa. Aliás, a transição energética não será uma panaceia libertadora de dependências.
São cada vez mais os analistas, nomeadamente aqueles que gostam de ver mais à frente, que começam a ficar preocupados com o que poderá acontecer a partir de 2023.
Citando Jonathan Golub, do Crédit Suisse US, “uma recessão é, antes de outras coisas, um colapso do mercado de trabalho”. Ou seja, o copo está meio cheio ou meio vazio, sendo que estamos estamos em pleno “yes, but market”.
De acordo com alguns peritos, os níveis preocupantes de inflação, vão levar, a curto prazo, ao abrandamento do investimento nas renováveis, dando primazia às alternativas, como o metanol, para reduzir a dependência russa.
A criação do Novo Banco de Desenvolvimento, ou Banco dos BRICS, como é conhecido, foi a decisão de maior confronto com os interesses das economias desenvolvidas. Uma resposta à leitura que fazem do sistema financeiro dominante, que só serve e protege os interesses dos países desenvolvidos.
O primeiro impacto da inflação nas economias europeias não está ainda a ser tão penalizador para os negócios. Nos Estados Unidos, a situação já está numa fase mais avançada.
A votação na Assembleia Geral da ONU relativamente à condenação da Federação Russa pela guerra na Ucrânia leva-nos a crer que reflete a vontade de [ alguns países] desalinharem pela neutralidade, receando o regresso da bipolaridade na Ordem Internacional.
O general norte-americano Mark Milley deu recentemente nota de que as negociações seriam a solução lógica para o conflito ucraniano, salientando que “ambos os lados devem chegar, por eles próprios, a essa conclusão”.
Ao contrário da Administração anterior, Biden vê a eliminação de Moscovo como um passo determinante e necessário antes da confrontação militar com a China, e assim dominar a Eurásia, o seu o último objetivo.
Há uma doutrina americana que defende a Rússia tem que ter uma saída honrada desta guerra e não pode ser humilhada, porque nesse caso não se sabe o que poderá fazer.
A Ucrânia é um Estado onde prevalecem oligarcas poderosos e interferências externas constantes, com um sistema político eleitoral precário, acossado por milícias extremistas armadas de cunho racial-nacionalista.