Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
As previsões de crescimento de Portugal são mais positivas do que os da zona euro, incluindo as relativamente a Espanha, o nosso principal parceiro comercial.
Segundo os dados divulgados hoje pelo Departamento do Comércio, o défice de bens e serviços subiu 12,2% em relação ao ano anterior. O número atingido é o mais alto desde que os dados governamentais começaram a ser registados, o que remonta a 1960.
Muitos no Ocidente apostaram na derrota militar da Rússia, na expulsão das suas tropas do território ucraniano e na adesão da Ucrânia à NATO. Contudo, a entrega de equipamento militar a Kiev não conseguiu, até agora, que esses objetivos fossem atingidos.
A irresistível vontade dos governos em proteger a economia e as famílias poderá dar lugar a um maior endividamento público, que em alguns países, como Itália e Portugal, se encontram já em níveis bastante perigosos. Acresce que existe uma crise com o custo de vida, pelo que o aumento da pobreza é uma ameaça que deve ter sida em conta em 2023.
Esta proposta, discutida em Davos, foi, recebida como um exercício de protecionismo por aquele que, pela sua condição de líder mundial, se tem assumido como o bastião da globalização.
Numa região de equilíbrios frágeis como a América do Sul, e em que houve mudanças de poder recentes, existe uma probabilidade de alastramento. Por isso, o caso brasileiro, sendo exportável, precisa de ser tratado com todo o apoio que internacionalmente lhe foi prontamente concedido.
Para 2023 o cenário é cinzento. O FMI antecipa que um terço da economia mundial pode estar em recessão, incluindo a economia americana e parte das europeias.
O BCE será um dos principais actores de 2023 na zona euro, com um trabalho muito difícil, de baixar a inflação e evitar uma recessão, podendo ter um sucesso limitado em ambos os casos.
A dúvida essencial é sobre a guerra: será que acaba em 2023? Mas também nos perguntamos se será necessário provocar uma recessão para controlar a inflação.
Há componentes estruturais na inflação: a pressão sobre os salários é real e o redesenho das cadeias produtivas tem custos perenes. Amanhã não é a véspera do dia da vitória sobre a inflação, e o combate vai durar.
Do lado de lá do Atlântico, Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, decidiu retirar-se ao cabo de uma longa carreira, ficando a dúvida de saber-se se Joe Biden fará o mesmo. Veja a análise de Francisco Seixas da Costa no programa da plataforma multimédia JE TV.
O potencial surgimento de um entendimento regional mais profundo, o abrandamento do cenário de hostilização dos EUA à Venezuela e, sobretudo, a necessidade de as potências globais negociarem com outros países a sua influência, deixam caminhos abertos à América Latina.
Parece que essa nova besta que é a inflação não é indomável, mas também ainda não está domada, e pode estar a amolecer-nos para nos apanhar melhor de surpresa.
Mais recentemente, temos assistido a intervenções de várias entidades apelando à obtenção de uma solução política para o conflito, todas admitindo a possibilidade da amputação territorial da Ucrânia.
Na Indonésia, Joe Biden e Xi Jinping encontraram-se no âmbito da cimeira do G20 e mantiveram a opção nuclear como uma linha vermelha que, em conjunto, disseram ser inultrapassável. Um recado para a Rússia, que ouviu o mesmo recado vindo de Ancara. Na capital da Turquia, pelo mesmo motivo os serviços secretos dos EUA se encontraram com os seus colegas russos.
Ficaria certamente muito desencantado. Que sugestões faria para lutar com a atual crise no Reino Unido? Exigiria também a reversão do Brexit como o fazem alguns liberais daquele país?