“[Em] dois locais não permitiram a entrada das urnas, que é o caso do Ilhéu das Rolas (…) e também na Praia de Messias Alves”, deu conta Jeudiger do Nascimento, numa conferência de imprensa de balanço do ato eleitoral.
Segundo uma nota enviada à agência Lusa pela assessoria de comunicação do Presidente eleito, depois da posse formal perante a Assembleia da República, na manhã de 09 de março, António José Seguro irá abrir os jardins do Palácio de Belém à população e terá um encontro com jovens numa universidade em Lisboa.
António José Seguro teve 49,19% dos votos na emigração, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.
A eleição em que participaram mais eleitores foi a de 1986, em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral à segunda volta. O histórico socialista foi também o Presidente eleito com maior percentagem de votos: obteve 70,35% no sufrágio de 1991. A que menos eleitores mobilizou foi em 2011, para a reeleição de Cavaco Silva. Conheça os números em torno das eleições presidenciais desde 1976.
Numa pergunta dirigida à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o grupo parlamentar do Livre argumenta que “atendendo ao estado meteorológico e consequências físicas e emocionais destes fenómenos é compreensível que o ato eleitoral que se avizinha seja impactado e tenha de ser reavaliado, até em termos de capacidade de operacionalização por parte das próprias autarquias”.
Fonte oficial afirmou que a ANMP “está a acompanhar a situação e sabe que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está a fazer uma análise de risco nos municípios atingidos pela passagem da depressão Kristin e tempestades que continuam a assolar”o país.
“A palavra decisiva é do presidente de câmara, ou da presidente de câmara, não é nem do Presidente da República, nem do Governo, nem da Assembleia da República”, disse, acrescentando que “não havendo condições, está lá previsto, em caso de calamidade, exercer esse poder e, portanto permite, que as eleições sejam oito dias depois, sete dias depois”.
Antes do arranque oficial da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, que disputa com António José Seguro, o candidato apoiado pelo Chega manteve o tom agressivo e a retórica anti-imigração e contra minorias, discurso que foi deixando cair com a chegada da depressão Kristin.
Num almoço de campanha em Castro Verde, distrito de Beja, Seguro voltou à ideia de que “nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos” que disputam a segunda volta, têm dois perfis e dois caminhos políticos completamente diferentes.
Seguro representa um projecto de reafirmação dos princípios fundamentais que definem os sistemas democráticos desde a Revolução Francesa. Ventura assume uma orientação securitária e autoritária, em conflito aberto com a ordem constitucional vigente. Foi essa diferença de valores que pesou no apoio dos demais candidatos a Seguro.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, cenário a que os dois candidatos a Belém não ficaram indiferentes no primeiro dia do período oficial de campanha.
Em declarações aos jornalistas à chegada a um encontro com estudantes da Universidade Lusíada em Lisboa, André Ventura insistiu, tal como no debate de quarta-feira, numa reflexão sobre a nomeação de vários altos cargos do Estado, nomeadamente a Procuradoria-Geral da República (PGR), criticando que essa indicação seja feita pelo Governo.
“O setor social no nosso país é essencial. É fundamental para levar cuidados, mas também para levar amor, junto de pessoas que de outra forma ficariam completamente abandonadas”, afirmou aos jornalistas António José Seguro.
Em comunicado, a maior obediência maçónica portuguesa diz que “não pode deixar de apelar a que todas as cidadãs e cidadãos que se reveem nos valores da democracia, do estado de direito, do humanismo e da laicidade do Estado” que se “unam e participem ativamente na defesa destes valores fundamentais em todos os atos políticos e cívicos, próximos e futuros, que sejam relevantes para a democracia e para a República portuguesa”.
Num discurso durante um comício, em Lisboa, Paulo Raimundo afirmou que as eleições presidenciais "são históricas" não apenas por serem aquelas que tiveram mais candidatos ou por "40 anos depois" voltar a haver uma segunda volta, mas pelo facto de ter existido "um condicionalismo, uma pressão e uma chantagem como nunca tinha havido até agora em nenhuma das eleições".
A carta aberta de apoio a António José Seguro conta com as assinaturas de António Capucho, Miguel Poiares Maduro, José Pacheco Pereira, o escritor Miguel Esteves Cardoso, o humorista José Diogo Quintela, entre outros.
O candidato que ficou em terceiro lugar na primeira volta das presidenciais recusou, no entanto, afirmar se irá votar em António José Seguro ou em branco.
“Primeiro, não fez parte da proposta eleitoral dos partidos. Segundo, não houve acordo na concertação social”, afirmou o candidato apoiado pelo PS, quando questionado sobre sde vetava ou não o pacote laboral apresentado pelo Governo.
À chegada a um jantar-comício com emigrantes portugueses na Suíça, na localidade de Volketswil, no cantão de Zurique, Ventura, questionado sobre o apoio pessoal declarado por Marques Mendes a Seguro, disse que essa “não é uma notícia que espante ninguém”, estranhando apenas que suceda três dias depois de o candidato apoiado pelo PSD na primeira volta ter dito que não endossaria os seus votos a ninguém.