Mariana Leitão abriu a sua intervenção no debate quinzenal, no parlamento, com uma crítica sobre a atuação de Luís Montenegro nas eleições presidenciais, culpando-o por o espaço do centro direito político não ter agora nenhum candidato a disputar a segunda volta.
No debate quinzenal desta tarde, na Assembleia da República, Pedro Pinto assinalou que Luís Montenegro é também líder do PSD e perguntou-lhe se “vai estar ao lado do socialismo ou ao lado de quem combate o socialismo”.
Em declarações aos jornalistas no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), Maria Luís Albuquerque foi questionada se, na segunda volta das eleições presidenciais, os portugueses devem separar as águas entre os valores democráticos e os populismos que estão a crescer na Europa.
O impacto da declaração de Montenegro é agravado pelo facto de ter sido dita já depois de Ventura, eufórico, ter anunciado que os eleitores lhe tinham dado “a liderança da direita”, espaço que inclui automaticamente o próprio PSD.
O candidato apoiado pelo PS decidiu começar esta segunda fase da campanha presidencial com uma visita à USF Cruzeiro e USF Mosteiro, em Odivelas, reafirmando que a saúde “é a prioridade das prioridades” e será a sua primeira causa no ano inaugural do seu mandato, caso seja eleito Presidente da República na segunda volta de 08 de fevereiro.
Em conferência de imprensa à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, que se realiza esta semana em Estrasburgo, a líder do S&D, grupo político europeu integrado pelo PS, felicitou António José Seguro pela sua vitória na primeira volta das eleições presidenciais.
Segundo os dados do serviço e-telenews da Mediamonitor, entre 1 e 16 de janeiro, Henrique Gouveia e Melo "liderou o ranking de presença nos principais blocos informativos da RTP1, RTP2, SIC e TVI, protagonizando 126 notícias, com um total de quatro horas e cinquenta minutos".
A desinformação associada às presidenciais somou, na primeira volta, mais de 8,3 milhões visualizações nas redes sociais segundo o LabCom — Laboratório de Comunicação da UBI.
“Acho que neste momento, a primeira leitura que se faz é que a direita e o centro de direita de direita português, com dois terços no parlamento, sofreu uma derrota monumental e está em vias de eleger um socialista para a Presidência da República”, afirmou Miguel Albuquerque aos jornalistas, no Funchal.
Nas últimas horas da campanha presidencial, António José Seguro dedicou parte da sua tarde a um momento na cidade onde mora, nas Caldas da Rainha, com uma arruada e uma pequena festa, à qual se juntou, pela primeira vez, a sua família, a mulher Margarida e os filhos Maria e António.
“André Ventura percebeu que a desinformação em si é uma estratégia política”, afirmou à Lusa Branco Di Fátima, explicando que tanto André Ventura como o Chega, o partido que lidera e que apoia nas presidenciais de domingo, usam conscientemente esta estratégia.
“No estrangeiro e no território nacional, seja para o voto antecipado, seja para os dias da votação, vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio, com dois candidatos”, indica a CNE, em comunicado, frisando que “qualquer informação em contrário não corresponde à verdade”.
O Presidente da República considerou esta sexta-feira que quem lhe suceder terá a tarefa mais difícil devido à situação da Europa e do resto do mundo, que descreveu como mais complicada e imprevisível.
Enquanto visitava o Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, foi noticiada a declaração do seu opositor Jorge Pinto que pediu aos eleitores para que “votem livremente” e que afirmou que percebe o voto numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro “demasiado próximo do Governo”.
Em declarações aos jornalistas durante uma arruada no Porto, Jorge Pinto afirmou que, dado o risco de ter uma segunda volta entre um “candidato antidemocrático” e outro “demasiado próximo do Governo”, percebe as dúvidas dos eleitores e que respeitará quem vote “numa candidatura que ache que é mais útil para impedir este cenário”.
“Só há um dia 18, não há dois dias 18. Os democratas não podem falhar. Os socialistas têm deveres especiais: que não haja um socialista que fique em casa. Por um voto se ganha, por um voto se perde”, começou por salientar José Luís Carneiro, numa declaração aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa.
Hoje à tarde, à margem de uma ação de campanha na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre o facto de Gouveia e Melo o ter associou ao corte do valor das pensões no período da “troika”.
“Inútil é votar em candidatos que dizem exatamente o mesmo há 50 anos. Inútil é votar em candidatos que não conseguem senão dizer generalidades ou votar em candidatos que vão andar com Luís Montenegro ao colo”, defendeu André Ventura, num discurso durante um comício de campanha para as eleições presidenciais, em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.
Gouveia e Melo falava aos jornalistas após ter estado reunido com membros da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), no Porto, depois de confrontado com o facto de o seu adversário André Ventura ter hoje vestido um camuflado militar que lhe tinha sido oferecido por antigos combatentes.
Durante a uma visita a empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo, o candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado sobre o apelo ao eleitorado de centro feito na véspera pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, para “não arriscar que os dois extremos” protagonizem a segunda volta, numa referência implícita a André Ventura e António José Seguro.