Decisão significa que caso vai ser julgado num tribunal cível e não num administrativo. Gestora garante estar disposta a chegar a acordo com a companhia aérea.
Quatro sindicatos de trabalhadores da aviação civil e aeroportos são ouvidos esta tarde na comissão parlamentar de inquérito à TAP. Outros três respondem aos deputados amanhã.
Deliberação que demite CEO e chairman da TAP sustenta que decisão anunciada a 6 de março, por Medina e Galamba, não era ainda “final”, apesar de ter revelado novo CEO. Leia aqui a deliberação na íntegra.
“Não há nenhum parecer”, revelou o ministro das Finanças sobre a justa causa invocada para despedir o CEO e o chairman da TAP. Decisão assenta exclusivamente no relatório da IGF.
O JE teve acesso à deliberação que fundamenta as demissões por justa causa de Manuel Beja e de Christine Ourmières-Widener. Ambos são responsabilizados por alegadamente terem posto em causa as relações de integridade, lealdade e confiança com o acionista ao avançarem com o acordo de rescisão de Alexandra Reis sem convocarem AG e dar conhecimento às Finanças. Luz verde de Pedro Nuno Santos e conselhos dos advogados não ilibam os dois gestores, refere deliberação.
Coordenador do PSD na comissão de inquérito à TAP, Paulo Moniz, explica que o partido pediu, através de um requerimento, a fundamentação jurídica referida pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, "aquando da conferência de imprensa do dia 6 de março que anunciou o despedimento por justa causa da senhora CEO da TAP”.
São quatro os desafios que o novo CEO da TAP irá assumir no "plano de voo" que possa conduzir a companhia aérea à reprivatização e à diminuição do ruído em torno da gestão daquela que tem sido a maior "pedra no sapato" deste Governo.
A comissão de inquérito à TAP revelou um manancial de leviandades, incompetências e falta de sentido de Estado que agravaram o clima de indignação e desconforto de qualquer português decente.
Depois do CFO, da CEO e da antiga administradora Alexandra Reis, é a vez do chairman da TAP ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito à TAP. Recorde aqui.
O presidente do PSD respondeu às declarações do primeiro-ministro, em que António Costa considerou o email entre Hugo Mendes e Christine Ourmières-Widener como "gravíssimo". Luís Montenegro diz que é mais grave que isso: "não é habilidade, é fuga às responsabilidades".
No início de dezembro do ano passado, Christine Ourmières-Widener deu ao JE a última grande entrevista a um órgão de comunicação social, longe ainda de saber o turbilhão de demissões que se iria gerar a partir da indemnização de 500 mil euros atribuída pela TAP à ex-administradora Alexandra Reis, e que resultou também na demissão da CEO da companhia aérea.
Sublinhando que se trata de uma prática comum destinada “à partilha de comunicação”, o gabinete do ministro acrescentou que “o ministro das Infraestruturas não se opôs à participação da TAP na reunião, agendada pela Área Governativa dos Assuntos Parlamentares para o dia 17 de janeiro, tendo o seu Gabinete procedido em conformidade”.
Um email, reunião secreta, a mordaça à CEO e uma demissão nas televisões. Eis a cenografia e o arranjo de atores que quase daria uma produção cinematográfica.
Ao Jornal Económico, a Presidência da República garante que "nunca contactou a TAP, nem nenhum membro do Governo" para alterar o voo proveniente de Maputo, em março de 2022.
Em conferência de imprensa no rescaldo da audição da ainda CEO da TAP no Parlamento, o líder do Partido Social Democrata listou uma série de críticas à gestão do processo de saída da ex-secretária de Estado do Tesouro, que culminou com a exoneração de Christine Ourmières-Widener.
Alexandra Reis é a quarta personalidade ouvida pela comissão parlamentar de inquérito à tutela política da gestão da TAP, constituída por iniciativa do Bloco de Esquerda, depois da Inspeção-Geral de Finanças (IGF), o administrador financeiro da empresa, Gonçalo Pires, e da presidente executiva, Christine Ourmières-Widener.
Christine Ourmières-Widener respondeu esta terça-feira aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito à tutela da gestão política da TAP. Recorde todos os pontos-chave desta audiência de quase sete horas.