“Nós nos reunimos em um momento crucial de profunda transformação, onde os princípios do multilateralismo e da cooperação estão sendo testados por crises que exigem ação urgente e coletiva”, afirmou Mauro Vieira, chefe da diplomacia brasileira.
A diretora do Brics Policy Center mencionou que outro desafio que Trump traz à presidência brasileira no BRICS diz respeito à regulação da inteligência artificial e à governança digital, que o país sul-americano levará aos debates.
O grupo BRICS é "uma plataforma importante para a Indonésia reforçar a cooperação sul-sul, garantindo que as vozes e aspirações dos países do Sul Global são ouvidas e representadas no processo de tomada de decisão global", acrescentou o ministério, em comunicado.
Eram quatro à partida, podem ser 23 no final de 2025. O Brasil assegura a presidência de uma estrutura que se alarga, enquanto o Ocidente se prepara para aumentar tarifas e distâncias.
Um ano, como se sabe, tem 12 meses, 365 dias, no caso em apreço, 52 semanas, 8.760 horas, 525.600 minutos. E, não menos importante, 31.536.000 segundos. Ufa! Tempo mais do que suficiente para muito acontecer. E se uns vaticinam “tempos interessantes”, outros pugnam pela máxima “dar tempo ao tempo”. Eis algumas datas para navegar 2025.
O Brasil vai assumir a presidência anual dos BRICS. O combate contra as alterações climáticas, a inteligência artificial e o reforço na integração dos novos membros são prioridades.
Depois de chefiar o grupo do G20 em 2024, o Brasil assume no primeiro dia de 2025 a presidência dos BRICS, termo criado por um analista da Goldman Sachs sobre economias emergentes, e fundado em 2006 pelo Brasil, Rússia, Índia e China, juntando-se a África do Sul em 2011 e este ano o Egito, o Irão, os Emirados Árabes Unidos e a Etiópia.
Esta reflexão não compreende as guerras, mas o que se faz e se diz, de forma irresponsável ou talvez não, nas cimeiras do clima e no âmbito de política económica.
Com a redução da dependência de potências tradicionais e a busca por novos parceiros comerciais, 'as Áfricas', podem aproveitar a oportunidade para se afirmar no cenário global como resposta à distância entre promessas e realidade.
O retorno de Trump não apenas simboliza uma guinada na política americana, mas também se torna um catalisador para reconfigurações profundas em sistemas financeiros, alianças estratégicas e paradigmas de governança.
Ainda não está presente, mas a vitória de Donald Trump nos EUA vai pairar como uma sombra na cimeira que decorre no Rio de Janeiro. Os trabalhos tiveram início na semana passada, com o G20 Social e a luta contra a fome. Luís Montetegro está presente, a convite de Lula da Silva.
O Brasil e a Índia são muito reticentes sobre a composição futura dos BRICS e não alinham numa “aliança anti-Ocidente”, privilegiando a qualidade à quantidade.
Os BRICS não se limitam a desafiar o status quo. Sua função mais essencial é dar voz ativa aos países emergentes e permitir sua influência no processo de reforma do poder global.
Estamos à beira de um confronto entre duas visões da América, o qual se prevê pouco pacífico. O mesmo se aplica à política externa, à guerra e ao papel que os EUA devem assumir no mundo.
Quem não está à espera de novembro são os BRICS, o grupo que agrega algumas das economias emergentes do globo, que estão reunidas na Rússia – numa cimeira onde António Guterres não podia dar-se ao luxo de deixar de comparecer. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Benjamin Netanyahu está à espera de uma possível vitória do republicano Donald Trump para direcionar o próximo passo da guerra – ou os próximos, dado que a guerra já tem várias frentes. Estes e outros temas serão alvo de análise por parte do embaixador Francisco Seixas da Costa.